Seleção Brasileira — No penúltimo treinamento antes do confronto contra a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo, Gabriel Martinelli apareceu entre os titulares e colocou fogo na escolha de Carlo Ancelotti para substituir Lucas Paquetá.
- Em resumo: Martinelli treinou na vaga de Paquetá e virou candidato real à titularidade.
- Danilo Santos, Endrick, Neymar e Igor Thiago ainda participam dos testes de Ancelotti.
Treino muda hierarquia na véspera do mata-mata
A atividade realizada nesta sexta-feira foi acompanhada de perto pelo jornalista Pedro Ivo Almeida, da ESPN Brasil, e trouxe a principal surpresa da preparação: Martinelli ocupou o espaço que vinha sendo reservado a Paquetá, lesionado. A transmissão da partida, aliás, está confirmada pela ESPN.
Até a véspera, a primeira opção de Ancelotti era Danilo Santos, volante com características semelhantes às de Paquetá. A presença do atacante do Arsenal, porém, mexe no plano tático e acrescenta velocidade pelos lados, algo que pode confundir a marcação norueguesa.
Segundo a apuração, o treinador prometeu usar o último treino, neste sábado, para repetir o coletivo e bater o martelo. Caso Martinelli mantenha o desempenho, a escalação oficial poderá contrariar as previsões iniciais.
Lesão de Paquetá expõe dilema tático
Paquetá sofreu uma lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda durante a vitória sobre o Japão, na última segunda-feira, e iniciou tratamento intensivo. De acordo com o departamento médico, ele só teria chances remotas de reaparecer numa eventual final do torneio, em 19 de junho.
Com o meio-campista fora, Ancelotti procura manter o equilíbrio entre defesa e ataque que o camisa 8 oferecia. Danilo Santos despontou como substituto natural porque cumpre funções de contenção e chegada à área. Martinelli, por outro lado, entrega profundidade, mas exige ajuste no posicionamento de Casemiro e Bruno Guimarães para evitar buracos no meio-campo.
A decisão passa, ainda, por testes com Endrick, Neymar e Igor Thiago, alternativas que obrigariam o técnico a alterar o esquema-base. Tal flexibilidade mostra que o italiano não descarta uma formação mais ofensiva se considerar a Noruega vulnerável pelos flancos, como indicam relatórios internos.
Análise: manutenção do equilíbrio tático
O cenário evidencia a tensão entre conservar o modelo consolidado e apostar no elemento surpresa. Danilo oferece previsibilidade defensiva, característica valorizada em mata-matas. Já Martinelli traz capacidade de infiltração que pode abrir o placar cedo e forçar o rival a se expor. A escolha revelará quanto risco Ancelotti está disposto a assumir numa fase em que qualquer erro custa a classificação.
Vale lembrar que, pelo regulamento oficial da Copa, disponível no site da FIFA, suspensões por cartão zeram apenas nas quartas de final. Logo, escalar um meio-campo mais protegido pode ser estratégia para evitar faltas desnecessárias e eventuais punições disciplinares.
O que você acha? Martinelli merece herdar a vaga ou Ancelotti deve confiar em Danilo Santos para manter o sistema? Para acompanhar mais análises e atualizações da Seleção, acesse nossa cobertura completa.


