Botafogo — A preparação alvinegra para encarar o Corinthians ganhou contornos dramáticos: Barboza pode fazer sua última partida pelo clube antes de acertar com o Palmeiras, caso não seja preservado neste domingo, às 16h, pelo Brasileirão.
- Em resumo: Se atuar, Barboza chega ao limite de 12 jogos e trava ida ao Palmeiras.
- Decisão final cabe a Franclim Carvalho, que avalia riscos esportivos e financeiros.
Pressão palmeirense nos bastidores
O Palmeiras acompanha cada passo de Barboza. Nos corredores do Nilton Santos, a expectativa paulista é de que o argentino não ultrapasse o teto de 12 partidas na Série A, barreira que o impediria de vestir outra camisa na atual edição do campeonato, conforme prevê o regulamento da CBF.
O Botafogo, entretanto, não considera o assunto encerrado. A cúpula de futebol entende que, apesar da negociação avançada, a palavra definitiva pertence ao técnico Franclim Carvalho. Colocar ou não o defensor em campo envolve cálculo delicado: manter o atleta pode fortalecer a defesa contra o Corinthians, rival direto na tabela, mas elevaria o custo da eventual transferência e dificultaria a reposição imediata.
Escalação sob sigilo e alternativas na defesa
Enquanto a novela não termina, Franclim trabalha com cenários paralelos. Ferraresi largou na frente para assumir a vaga, e Bastos, titular pela Copa do Brasil contra a Chapecoense, corre por fora. As laterais também podem mudar: Alex Telles deve voltar entre os onze, e Vitinho tende a permanecer, dando fôlego ao corredor direito.
No meio, Medina, Danilo e Edenilson formam a espinha dorsal conservada pelo comandante. Na frente, Kadir ensaia retorno ao lado de Arthur Cabral, solução que adicionaria profundidade ao ataque e aliviaria a dependência de Júnior Santos.
Análise: o peso do artigo 34 do regulamento
O caso Barboza expõe um ponto estratégico pouco visível ao torcedor: o artigo 34 do Regulamento Geral das Competições determina que um atleta não pode atuar por mais de 12 vezes por um clube e depois trocar de equipe na mesma Série A. O Botafogo, portanto, segura a chave de um investimento alheio. Já o Palmeiras opera contra o relógio para evitar custos extras ou a impossibilidade de inscrição.
Se Barboza for escalado, a tendência é que as tratativas esfriem ou, no mínimo, passem por reajuste financeiro. Caso permaneça no banco, o Glorioso evidencia ao mercado que prioriza a saúde econômica, ainda que arrisque resultado imediato diante de um concorrente direto.
O que você acha? Franclim deve arriscar a escalação de Barboza ou preservá-lo para viabilizar a venda? Para acompanhar outros bastidores do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

