Paraguai — Em coletiva recente, o técnico Gustavo Alfaro explicou por que Mathías Villasanti, volante do Grêmio, ficou fora da lista paraguaia para a Copa do Mundo, apesar de já estar clinicamente liberado após grave lesão no joelho.
- Em resumo: Alfaro diz que o Mundial “não espera” e que levar um atleta sem ritmo seria injusto com o grupo.
- Villasanti ficou 279 dias afastado, voltou a ser relacionado, mas ainda não entrou em campo em 2026.
Recuperação incompleta mina presença na lista final
Alfaro garantiu que segurou a convocação até o limite em busca de uma evolução física do meio-campista. No entanto, o fato de o atleta não ter somado sequer um minuto oficial na temporada pesou mais do que seu histórico técnico. De acordo com o treinador, em torneios de curta duração não há espaço para apostas em jogadores sem ritmo, alinhando-se às recomendações da FIFA sobre preparação de seleções.
Nas últimas semanas, Villasanti figurou no banco do Grêmio contra Santos e Corinthians, mas permaneceu sem atuar. A falta de minutagem reforçou a decisão da comissão técnica paraguaia, que priorizou atletas em plena condição competitiva.
“Eu esperei pelo Mathi até o último momento. Eu esperei, mas não pôde somar nem um minuto. Então, por aí se explica. Como disse a ele: ‘Mathi, o Mundial não espera’. O Mundial é impiedoso. Ou seja, eu não posso ir contra a medicina e contra o tempo. E não posso cometer uma injustiça.”
O discurso evidencia a urgência de um torneio mundial, em que cada erro de planejamento pode custar caro ao desempenho coletivo.
Lesão grave e 279 dias longe dos gramados
O volante rompeu o ligamento cruzado do joelho em agosto do ano passado e precisou passar por nova intervenção após infecção no local, estendendo o período de recuperação. Embora já treine sem restrições no CT Luiz Carvalho, o jogador ainda não retomou o ritmo ideal para jogos de alta intensidade.
“Não são questões desportivas, são questões médicas que me escapam, porque não são decisões minhas. Eu falei com os médicos. Posso entender algo pela minha experiência, mas quem tem a palavra são eles. Estive falando com o médico que operou o Mathi. Tiveram que voltar a intervir depois da operação do ligamento cruzado porque infeccionou o joelho.”
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A fala reforça que a comissão seguiu protocolos médicos rígidos, evitando levar à Copa um atleta potencialmente vulnerável a nova lesão ou ainda fora do pico físico.
O futuro de Villasanti na seleção guarani
Estreante pelo Paraguai somente em 2019, Villasanti perdeu a chance de disputar seu primeiro Mundial, mas aos 29 anos ainda vislumbra participar de edições futuras. Antes da lesão, era presença constante nas convocações de Alfaro e peça considerada titular em muitas formações.
No Grêmio, o técnico Luís Castro deve inserir o volante de forma gradual, equilibrando necessidade de resultado com prudência médica. Caso recupere a sequência de jogos, o paraguaio tende a retomar protagonismo nas Eliminatórias que antecedem o próximo ciclo da Copa.
O que você acha? Alfaro acertou ao priorizar jogadores em ritmo ou deveria ter levado Villasanti mesmo sem minutos? Para acompanhar mais novidades sobre o Mundial, acesse nossa cobertura completa.

