Lesão de Rollheiser deixa Santos sob risco contra o Vitória

Santos — A preparação para o decisivo confronto com o Vitória começou com apreensão na Vila Belmiro: o meia argentino Rollheiser não foi a campo e sua presença no duelo do Campeonato Brasileiro tornou-se incerta.

  • Em resumo: Rollheiser permaneceu na fisioterapia e vira dúvida para o jogo que pode tirar o Santos do Z-4.
  • Gabriel Menino, Oliva e Thaciano também seguem em tratamento, ampliando as dores de cabeça de Cuca.

Tratamento interno prolonga indefinição

Retirado da lista que enfrentou o Deportivo Cuenca, o camisa 10 voltou a sentir desconforto muscular e realizou apenas exercícios no interior do CT Rei Pelé. A situação acende o sinal de alerta, pois o meio-campo santista carece de criatividade justamente quando o time soma apenas 18 pontos e ocupa a primeira posição dentro da zona de rebaixamento.

No mesmo departamento médico estão os volantes Gabriel Menino e Oliva, além do atacante Thaciano. Todos foram poupados do trabalho técnico em campo, o que limita as opções de Cuca para montar uma formação competitiva. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol, não há previsão de registros extras para substituir atletas lesionados nesta fase da competição, o que reforça a necessidade de recuperação interna.

Cuca tenta ajustar o time em meio à pressão

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Enquanto os titulares que atuaram mais de 45 minutos na vitória por 3 a 0 sobre o Deportivo Cuenca fizeram trabalho regenerativo, os demais jogadores participaram de exercícios táticos. O comandante alvinegro aproveitou para testar alternativas sem Rollheiser, esboçando tanto um 4-3-3 com maior amplitude pelos lados quanto um 4-4-2 que sobrecarrega os volantes na criação.

O duelo com o Vitória ganhou caráter de confronto direto. Uma vitória tira o Santos da zona de rebaixamento e oferece fôlego antes da paralisação do calendário para a Copa do Mundo, quando o elenco terá tempo estendido para ajustes físicos e táticos.

Análise: a sombra do Z-4 em plena Vila Belmiro

A possível ausência de Rollheiser escancara o quanto o elenco santista depende de sua capacidade de quebrar linhas. Sem o argentino, o time perde agressividade entrelinhas e aumenta a pressão sobre alas e volantes para municiar o ataque. Some-se a isso três peças em tratamento e o cenário indica uma escalação remendada justamente no jogo que pode redesenhar a tabela.

Por outro lado, a vitória recente na Sul-Americana mostrou que, quando encaixa, o sistema de Cuca consegue ser letal. Manter a confiança desse resultado, mesmo sem sua referência no meio, será o grande desafio psicológico da comissão técnica até a bola rolar.

O que você acha? A ausência de Rollheiser comprometerá a reação do Peixe ou o elenco tem soluções internas suficientes? Para acompanhar mais notícias do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


Catarina Reis trabalha nos bastidores da Tribuna Futebol, acompanhando tendências, dados e os assuntos mais buscados pelos torcedores. Seu papel é identificar quais temas estão em alta e apoiar a equipe com informações que ajudem a produzir conteúdos relevantes e atualizados. Está sempre de olho no que está acontecendo dentro e fora de campo, ajudando a direcionar as pautas do site.