Uruguai — A contusão na panturrilha de Giorgian De Arrascaeta mudou todo o planejamento de Marcelo Bielsa: Nicolás De la Cruz foi promovido ao time titular para a estreia da Celeste diante da Arábia Saudita, programada para a próxima segunda-feira, às 19h (de Brasília), em Miami.
- Em resumo: De la Cruz assume a criação graças à baixa de Arrascaeta.
- Ronald Araújo e José María Giménez também desfalcam a defesa uruguaia.
De la Cruz herda a camisa 10 em cenário de emergência
No primeiro esboço oficial divulgado pela imprensa local, Bielsa montou o meio-campo com Ugarte, Valverde e o agora protagonista De la Cruz. O meia do Flamengo terá a missão de organizar a equipe, função que caberia a Arrascaeta não fosse a lesão sofrida durante a preparação.
O duelo de abertura do Grupo H — que ainda conta com Espanha e Cabo Verde — será exibido pela plataforma de streaming Max, segundo cronograma oficial da Fifa. Para o treinador argentino, a entrada de De la Cruz preserva a mobilidade do setor sem alterar a estrutura tática de posse e pressão.
A escalação provisória tem Rochet; Varela, Ronald Araújo, Giménez e Mathías Olivera; Ugarte e Valverde; Pellistri, De la Cruz e Maximiliano Araújo; Darwin Núñez. Bielsa, no entanto, deixará a confirmação final para o dia do jogo, dependendo da resposta física dos atletas.
Defesa desmontada por lesões preocupa Bielsa
A seleção não sofre apenas no meio-campo. Ronald Araújo viajou até a Espanha para acelerar o tratamento de um problema muscular e, mesmo de volta à concentração, foi vetado da estreia. No mesmo setor, José María Giménez também segue fora de combate.
As ausências obrigam Bielsa a testar novas combinações na última linha. Caso mantenha o esquema tradicional, Varela ou até mesmo um volante recuado podem aparecer entre os zagueiros, alternativa já observada em treinos recentes.
Do meio para a frente, Guillermo Varela (Flamengo) e Agustín Canobbio (Fluminense) ficam como opções no banco, reforçando a presença de jogadores que atuam no futebol brasileiro na lista celeste.
Análise: impactos das baixas para a campanha uruguaia
As lesões de Arrascaeta, Araújo e Giménez atingem setores-chave: criação e defesa. O trio forma a espinha dorsal que sustentou a virada de estilo imposta por Bielsa desde sua chegada. Sem eles, o treinador perde qualidade no passe final e solidez na marcação aérea, pontos sensíveis contra adversários que tendem a recuar e explorar bolas longas.
O cenário amplia a responsabilidade de De la Cruz, Valverde e Darwin Núñez para manter a posse e transformar volume em gols. Na retaguarda, a improvisação pode comprometer a saída de bola — fator determinante em confrontos posteriores dentro de um grupo equilibrado.
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