Chapecoense — Lanterna do Brasileirão, o clube catarinense iniciou contatos extraoficiais com Roger Machado logo depois de dispensar Fábio Matias, tentando uma guinada rápida na temporada.
- Em resumo: treinador livre desde a saída do São Paulo é o principal alvo da diretoria alviverde.
- Negociação ainda está na fase de sondagem, sem proposta formal ou detalhes contratuais revelados.
Contato ocorre dias após a saída do São Paulo
Roger Machado deixou o Tricolor paulista há poucas semanas, depois da eliminação para o Juventude na Copa do Brasil. O rompimento foi atribuído a “falta de clima” para a continuidade do trabalho no MorumBis, conforme revelou reportagem do jornalista Valentin Furlan.
Com o treinador no mercado, a diretoria da Chape voltou as atenções para ele como possível solução imediata. A avaliação interna é de que um nome com experiência de Série A pode acelerar a reação na tabela — e isso torna Roger prioridade. O passo inicial foi um diálogo informal, sem avanço oficial até agora, mas a expectativa é de que novas conversas aconteçam nos próximos dias. A situação do clube pode ser acompanhada diretamente no site da CBF, que mantém atualização da classificação.
No momento, a equipe catarinense tenta se reorganizar após a demissão de Fábio Matias. A campanha acumulou derrotas em sequência e pressão externa, cenário que forçou a mudança no comando técnico.
Renúncia à multa no São Paulo facilita tratativas
Durante a rescisão com o São Paulo, Roger abriu mão de grande parte da multa rescisória que poderia chegar a cerca de R$ 2 milhões, valor equivalente a três salários. O gesto foi interpretado como sinal de flexibilidade do treinador para fechar acordos que se encaixem no orçamento dos clubes, postura que agrada à Chapecoense, notoriamente mais limitada financeiramente em relação às agremiações de maior receita na elite.
Dirigentes catarinenses entendem que esse histórico demonstra disposição do profissional em priorizar projeto esportivo em vez de cifras. Além disso, Roger vê na Chape a oportunidade de voltar rapidamente ao mercado e mostrar resposta imediata depois do desgaste em São Paulo.
Análise: pressão sem margem para erro
Para a Chapecoense, a escolha do próximo técnico vai além de preencher uma vaga: a equipe soma pontos insuficientes para escapar da zona de rebaixamento e precisa sinalizar ao elenco e à torcida que o planejamento mudou. Um treinador com currículo em clubes grandes pode trazer confiança, mas também aumenta a cobrança por resultados instantâneos.
Já para Roger, aceitar um time na última posição envolve risco reputacional — uma permanência prolongada na lanterna pode reforçar críticas ao seu trabalho. Por outro lado, arrancar a Chapecoense do sufoco seria vitrine poderosa, sobretudo após a saída turbulenta do MorumBis.
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