Japão — Depois de duas partidas ausente por lesão, o atacante Takefusa Kubo voltou a treinar com bola e surge como possível trunfo japonês contra a Seleção Brasileira nos dezesseis-avos de final da Copa do Mundo.
- Em resumo: Kubo, recuperado do joelho, pode reforçar o setor ofensivo no mata-mata.
- Japão chega invicto e confia na organização que já derrubou potências desde 2022.
Retorno de Kubo muda configuração do ataque nipônico
A principal preocupação de Hajime Moriyasu parecia definida quando Kubo lesionou o joelho logo na estreia diante da Holanda. Sem ele, o técnico reorganizou o ataque, mas perdeu profundidade e improvisação individual. Agora, com o camisa 10 da Real Sociedad participando normalmente dos treinos, o cenário muda: o Japão ganha sua referência técnica justamente na fase em que cada detalhe decide a classificação.
Segundo o corpo médico, o jogador de 25 anos respondeu bem à carga progressiva de exercícios e não relatou dores significativas. A expectativa é de liberação total antes do embarque para o confronto contra o Brasil, informação que reforça a confiança interna de realizar um feito inédito no principal torneio da FIFA.
Campanha embala torcida e eleva alerta do Brasil
O histórico recente favorece o discurso otimista em Tóquio. Desde a Copa de 2022, quando superaram Espanha e Alemanha na fase de grupos, os Samurais Azuis incorporaram o hábito de surpreender grandes seleções. O roteiro se repetiu em amistosos de peso: vitória sobre a Inglaterra em Wembley (1 a 0) e virada contra o próprio Brasil (3 a 2).
No Mundial atual, a equipe confirma regularidade: arrancou empate de 2 a 2 com a Holanda, goleou a Tunísia por 4 a 0 e empatou com a Suécia em duelo equilibrado (1 a 1). Esses resultados, mesmo sem sua estrela em campo, reforçam a identidade coletiva e mantêm a invencibilidade japonesa até aqui.
Análise: por que o Brasil não pode subestimar o rival
A volta de Kubo adiciona imprevisibilidade a um time já conhecido pela disciplina tática. Contra a Holanda, antes de se machucar, o atacante alternou posição entre as linhas, confundindo a marcação e criando espaço para os companheiros. Essa mobilidade será ameaça direta a um meio-campo brasileiro que ainda busca o melhor equilíbrio defensivo.
Há também o fator emocional. O Japão carrega a memória recente da virada sobre o Brasil em amistoso, resultado que quebrou um tabu e ampliou a convicção de que é possível vencer novamente. Se repetir a pressão alta e a troca rápida de passes, a seleção asiática tende a explorar qualquer falha de saída de bola verde-amarela.
O que você acha? O retorno de Kubo basta para o Japão eliminar o Brasil ou a tradição canarinha prevalecerá? Para acompanhar mais análises sobre a Seleção, acesse nossa cobertura completa.


