Alemanha — Na última segunda-feira, a tetracampeã mundial deu adeus à Copa do Mundo de 2026 depois de ser superada pelo Paraguai nos pênaltis, e o capitão Joshua Kimmich não poupou críticas ao próprio elenco.
- Em resumo: Kimmich afirmou que o time “mereceu ser eliminado” por atuar abaixo do esperado.
- Seleção teve problemas desde a fase de grupos, mesmo após goleada de estreia.
Capitão assume responsabilidade
Momentos após a queda, Kimmich foi o primeiro a aparecer na zona mista. O meio-campista ressaltou que a equipe sofreu para controlar adversários teoricamente mais fracos e falhou nos aspectos mais básicos do jogo coletivo.
Segundo ele, as dificuldades diante de Costa do Marfim, Equador e, por fim, Paraguai expuseram fragilidades que já se desenhavam desde a preparação, mas não foram corrigidas a tempo.
“A sensação é horrível. Tivemos muitas dificuldades em todas as três partidas contra times que nem sequer são de nível mundial. É um fato. Merecemos ser eliminados. Não jogamos bem contra nenhum dos nossos adversários”.
A declaração direta do capitão surpreendeu, pois quebrou o discurso tradicionalmente diplomático da Seleção Alemã e colocou o vestiário em xeque logo após a eliminação.
Caminho conturbado até a queda
A campanha alemã começou empolgante, com um 7 a 1 sobre Curaçao que gerou expectativa de favoritismo. No entanto, o rendimento caiu bruscamente já na partida seguinte. Contra a Costa do Marfim, o time saiu atrás no placar, sofreu para reagir e só venceu por 2 a 1 no fim.
O sinal de alerta se confirmou na terceira rodada. Diante do Equador, a Alemanha abriu o placar, mas levou a virada e perdeu a liderança do grupo. A classificação veio, mas a equipe chegava aos mata-matas carregando dúvidas sobre consistência defensiva e criação ofensiva.
Nos 16 avos de final, o Paraguai aproveitou o momento de instabilidade. Os sul-americanos saíram à frente, viram os europeus empatarem, mas seguraram o resultado até as penalidades. Nas cobranças, Orlando Gill defendeu três chutes e enterrou de vez o sonho alemão.
Análise: impacto da autocrítica alemã
O tom de Kimmich reflete um cenário de pressão interna que vai além de um simples tropeço esportivo. Ao reconhecer publicamente a superioridade de rivais considerados inferiores, o capitão lança luz sobre falhas de planejamento e adaptação tática do comando técnico, tema recorrente desde a última reformulação da seleção.
Historicamente, a Alemanha reage a decepções em Mundiais com reestruturações profundas — foi assim em 2000 e 2018. A cobrança imediata de uma das principais lideranças sugere que novas mudanças podem acontecer para recuperar o padrão de excelência que sempre definiu o futebol alemão.
O que você acha? A autocrítica de Kimmich será suficiente para impulsionar uma reformulação na Alemanha ou os problemas vão além? Para acompanhar mais análises sobre a competição, acesse nossa cobertura completa.


