Vasco — O clube protocolou na Justiça uma carta do empresário Marcos Lamacchia em que ele sustenta que a intervenção judicial na SAF impede a assinatura dos contratos para a venda de 90% das ações, operação que vinha sendo costurada há mais de dois anos.
- Em resumo: Lamacchia diz que a documentação para investir já está pronta, faltando apenas a assinatura.
- A intervenção afastou o Conselho de Administração e criou insegurança jurídica, segundo o investidor.
Investidor alega contratos prontos
O documento, protocolado nesta quarta-feira na Vara Empresarial, foi endereçado aos interventores Adriana Campos Conrado Zamponi e Alexandre Cordeiro Macedo. Nele, Lamacchia relata que todas as condições materiais da transação foram acordadas após negociações iniciadas há mais de 24 meses.
Ele afirma que restavam apenas a assinatura da papelada definitiva e o início do processo competitivo previsto no Plano de Recuperação Judicial. A intervenção, porém, teria congelado a reta final do negócio.
Condições impostas para retomar negociação
Apesar do revés, o empresário ressalta que continua interessado em adquirir 90% da Nova SAF. Para retomar o investimento, ele colocou duas exigências centrais: o fim da intervenção judicial, com o retorno da estrutura de governança original, e o saneamento de eventuais irregularidades apontadas por autoridades.
Lamacchia frisa que não pretende reabrir discussões sobre preço, prazos ou porcentuais. Na carta, ele reforça que não existe qualquer divergência de entendimento em relação ao que foi combinado durante as conversas.
Análise: intervenção judicial e risco de paralisia
A intervenção que afastou Pedrinho, Christiano Borges Stockler Campos e Felipe Passos Elias da administração da SAF instaurou um impasse que ultrapassa o aspecto esportivo. Sem clareza sobre quem detém poder de decisão, investidores tendem a adotar postura cautelosa, como mostra a própria carta de Lamacchia.
Na prática, a insegurança jurídica retarda o aporte financeiro crucial para o planejamento de longo prazo do clube, comprometendo desde contratações até projetos de infraestrutura. Enquanto a governança não for pacificada, a operação corre o risco de perder fôlego e espantar outros potenciais interessados.
O que você acha? A intervenção deve ser encerrada para liberar a negociação ou o processo precisa de novas salvaguardas? Para acompanhar mais atualizações sobre clubes em recuperação, acesse nossa cobertura completa.


