Inglaterra — A Federação Inglesa decidiu manter Thomas Tuchel no comando da seleção apesar da eliminação para a Argentina na semifinal da Copa do Mundo de 2026, garantindo sua presença no projeto para a Euro 2028.
- Em resumo: Tuchel segue no cargo e já planeja a Euro 2028.
- A postura defensiva na semifinal gerou críticas internas e externas.
Continuidade garantida para a Euro 2028
Segundo o jornalista Fabrizio Romano, a decisão de manter Tuchel foi comunicada após reunião de avaliação na sede da federação, em Londres. A entidade entende que o trabalho do alemão elevou o nível competitivo do elenco e projeta evolução até a próxima Euro. A própria UEFA monitora o planejamento das seleções para o torneio continental, e a manutenção do técnico oferece estabilidade técnica rara em ciclos de seleções.
Mesmo sob pressão por ter visto a classificação escapar nos acréscimos, Tuchel conquistou respaldo de dirigentes e lideranças do vestiário. A federação considera o revés para a Argentina um “aprendizado de alto nível” e aposta que a experiência servirá para fortalecer o grupo.
Retrospecto positivo, mas erro fatal
Os números do treinador explicam parte do voto de confiança: são 16 vitórias em 20 partidas, rendimento de 80% e campanha invicta até a fase semifinal. O desempenho credenciou a Inglaterra a sonhar com o título mundial novamente e alimentou expectativas de reconquista da Eurocopa, troféu que a seleção não levanta desde 1966.
O ponto de ruptura, contudo, foi a estratégia ultraconservadora adotada já no início do segundo tempo contra os argentinos. Ao recuar linhas e renunciar à posse de bola, a equipe permitiu pressão contínua e sofreu a virada nos acréscimos, lance que chocou torcedores e analistas. Internamente, a comissão técnica reconheceu a falha e enfatizou que ajustes táticos serão prioridade na preparação rumo a 2028.
Análise: a aposta da federação em continuidade
A decisão de bancar Tuchel contrasta com o padrão histórico de trocas imediatas após fiascos em grandes torneios. Nos bastidores, pesa a percepção de que o treinador desenvolveu uma identidade ofensiva clara e integrou jovens talentos ao time principal. Ao manter o projeto, a federação sinaliza confiança no processo e evita recomeçar do zero a menos de dois anos de outra competição crucial.
Há, porém, risco calculado. Se o revés diante da Argentina deixou sequelas emocionais no grupo, a insistência no mesmo comando pode ampliar a cobrança. Para Tuchel, a missão passa a ser provar que aprendeu com o erro e pode conduzir a Inglaterra a títulos de peso, algo que a seleção masculina persegue há décadas.
Antes disso, ainda resta um compromisso para fechar o ciclo mundial: a disputa do terceiro lugar contra a França, marcada para sábado (16), às 18h, em Miami. O resultado final servirá como termômetro imediato para medir o estado anímico da equipe e a receptividade da torcida ao projeto que se estende até a Euro 2028.
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