Red Bull Racing — A equipe campeã vive dias de apreensão: as dúvidas públicas de Max Verstappen sobre permanecer na Fórmula 1 após 2026 levaram a direção de Milton Keynes a colocar Oscar Piastri no topo da lista de possíveis substitutos, conforme revelou o portal RacingNews365.
- Em resumo: Verstappen questiona os regulamentos de 2026 e cogita deixar a categoria.
- Piastri, com nove vitórias e 28 pódios, surge como líder em potencial para a Red Bull.
Verstappen ameaça sair se regras não mudarem
Desde o início da temporada, o tetracampeão tem verbalizado incômodo com a direção técnica que a Fórmula 1 adotará em 2026, sobretudo a dependência da parte elétrica na distribuição de potência. A frustração ganhou corpo após o GP do Japão, quando o holandês reafirmou que pilotar os carros atuais “não parece natural”. Detalhes do regulamento da F1 mostram a divisão 50/50 entre motor a combustão e propulsão elétrica — alvo principal das críticas.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sinalizou ajustes para 2027, prometendo alterar a proporção para algo próximo de 60/40 em favor do motor a combustão e elevar em 50 kW a potência térmica. Embora a mudança dialogue diretamente com os pedidos de Verstappen, o piloto segue avaliando seu futuro.
“Estou pensando em tudo dentro deste paddock. Quero estar aqui para me divertir, ter um ótimo momento e aproveitar. No momento, isso realmente não está acontecendo”.
A fala à BBC Radio 5 Live escancarou a possibilidade de pausa ou mesmo aposentadoria precoce, movimentando o mercado e obrigando a Red Bull a considerar cenários sem seu principal astro.
Piastri encabeça plano de sucessão em Milton Keynes
No vácuo de incertezas, Oscar Piastri desponta como o candidato preferido. O australiano de 25 anos encerrou a temporada 2025 na terceira colocação geral, faturando sete das nove vitórias que ostenta no currículo. Reconhecida por valorizar pilotos consistentes, a Red Bull enxerga no atual piloto da McLaren o perfil ideal para liderar um eventual novo ciclo.
Relatos de bastidor destacam a postura serena de Piastri durante as corridas e nos briefings técnicos — traço visto como chave para manter a harmonia interna após anos dominados pelo braço forte de Verstappen. Além disso, a experiência do australiano em batalhas diretas pelo pódio evidencia que ele chegaria pronto para disputar títulos, evitando um período de transição prolongado.
Análise: Pressão estratégica e calendário apertado
A timeline do impasse coloca a Red Bull em situação delicada: se Verstappen confirmar a saída no fim de 2026, restará apenas uma pré-temporada para adaptar um novo líder ao projeto de motor próprio da equipe. A eventual contratação de Piastri, portanto, não seria apenas um reforço, mas uma jogada preventiva para garantir continuidade técnica e comercial.
Para o holandês, a postura firme representa também uma alavanca de influência nas mesas de decisão da FIA. Ao questionar publicamente o regulamento, Verstappen pressiona a entidade a acelerar revisões que podem mudar o equilíbrio de força entre as fabricantes de power-units.
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