Botafogo — A procura do clube alvinegro por um novo goleiro ganhou um capítulo inesperado: o possível acerto com João Paulo esfriou porque Santos e Botafogo não resolveram pendências financeiras antigas.
- Em resumo: Dívidas entre os clubes barram qualquer avanço pela contratação de João Paulo.
- Goleiro volta ao Santos enquanto o Botafogo reabre o radar por outra opção.
Dívidas antigas atrapalham novo acordo
O Botafogo consultou a situação de João Paulo antes da pausa para a Copa do Mundo e acenou com a chance de tirá-lo do Santos ao fim do empréstimo ao Bahia. A negociação, porém, parou logo no início: a diretoria santista condicionou qualquer conversa ao pagamento de valores referentes às transferências de John e Jair, ainda em aberto com o clube carioca.
Sem a liberação, o arqueiro retorna ao CT Rei Pelé em junho, onde tem contrato até dezembro de 2027. O Santos, que monitora possíveis propostas da Europa por Gabriel Brazão, não pretende perder dois goleiros na mesma janela. Segundo o regulamento da CBF, a próxima janela nacional exigirá agilidade para registro de reforços, algo que o Peixe quer evitar caso perca o titular.
Botafogo reavalia estratégia no mercado
No Rio, a direção alvinegra entende que precisa de mais um nome experiente para a posição após a frustrada tentativa por João Paulo. O clube mantém conversas em sigilo, mas a ideia é fechar com um atleta que aceite chegar para brigar imediatamente pela titularidade.
Enquanto isso, o Corinthians também sondou o goleiro santista, mas esbarrou em recusa do próprio jogador, que prefere disputar espaço no elenco de Cuca. Com a porta fechada nos dois rivais, João Paulo será observado de perto no retorno aos treinos e pode assumir protagonismo caso Brazão seja vendido.
Análise: o peso de uma dívida para negócios futuros
O episódio expõe como pendências financeiras antigas podem influenciar decisões de mercado. Santos e Botafogo, que já negociaram peças importantes no passado recente, agora veem dívidas de transferências anteriores bloquear novas tratativas. Sem pagamento, não há conversa — e a postura rígida do Peixe sinaliza que o clube paulista tenta evitar efeito dominó em suas contas.
Para o Botafogo, o impasse serve de alerta: além de planejar reforços, é preciso administrar passivos que afetam credibilidade. O clube terá de agir rápido para não iniciar a segunda metade da temporada com lacuna numa posição-chave.
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