Bukayo Saka — O atacante do Arsenal comandou a vitória da Inglaterra por 6 a 4 sobre a França na decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo, assinando um hat-trick que coroou a melhor campanha do país no torneio em seis décadas.
- Em resumo: Saka revelou que Jude Bellingham o incentivou a bater o pênalti que completou os três gols.
- A vitória manteve a seleção inglesa no pódio mundial após a frustração na semifinal contra a Argentina.
Bastidor do pênalti decisivo
Aos 18 minutos da etapa final, quando o árbitro assinalou a penalidade que poderia definir o resultado, Saka não vacilou. O camisa 22 Jude Bellingham abriu mão da cobrança para que o companheiro fechasse a noite perfeita, atitude que evidenciou a união de um elenco ainda jovem, mas ambicioso. Segundo o relato oficial publicado pela Fifa, o lance consolidou a vantagem inglesa em um confronto marcado por trocas de liderança no placar.
Nos dias que sucederam a eliminação na semifinal, o elenco enfrentou questionamentos sobre maturidade e poder de reação. O gesto de Bellingham, somado à frieza de Saka, responde diretamente a esse debate, expondo uma maturidade coletiva que pode influenciar o ciclo até o próximo Mundial.
“O Jude nunca ia bater. Ele foi o primeiro a dizer ‘vá lá e faça seu hat-trick’, então ninguém veio para me distrair. Eu sempre ia bater.”
A fala do camisa 7 escancara que, mesmo em meio à vaidade natural de uma Copa, a hierarquia foi substituída por camaradagem. Esse clima interno ajuda a explicar por que a seleção ampliou sua produção ofensiva ao longo do torneio, encerrando a competição com o melhor ataque entre os semifinalistas.
Inglaterra atinge marca histórica
A última vez que os ingleses haviam terminado entre os três primeiros havia sido na campanha que resultou no título de 1966. Repetir um feito de 60 anos atrás, ainda que sem taça, minimiza o gosto amargo da queda na semifinal. Além disso, sustenta o discurso da Federação Inglesa, que passou a defender ciclos de longo prazo para técnicos e jogadores.
“Foi um jogo louco, muito louco. Nós ainda estamos bastante decepcionados por não termos chegado à final, mas o importante era terminar bem e, para nós, dar ao país a melhor campanha em Copas do Mundo em 60 anos, então estamos felizes com o resultado final. Acho que o primeiro tempo foi bom para nós. Ganhamos o primeiro tempo, eles ganharam o segundo e, no final, conseguimos os dois gols que nos deram a vitória. Diria que foi assim que o jogo se desenrolou.”
Ao classificar a partida como “louca”, Saka traduz a montanha-russa emocional vivida no estádio. O confronto registrou seis mudanças de placar, mas a capacidade inglesa de responder rapidamente aos gols franceses colocou a taça de bronze nas mãos do time de Thomas Tuchel, cuja gestão de elenco vinha sendo criticada pelos minutos restritos dados ao próprio Saka.
Nesse cenário, o hat-trick funciona como recado direto do atacante: mesmo sem status de titular absoluto, ele entrega desempenho decisivo sob pressão. Para muitos torcedores, a exibição pode acelerar a transição geracional que já estava em curso na seleção.
A França, por outro lado, encerra a Copa lamentando a pior colocação desde 2010. A defesa que havia sustentado invencibilidade até a semifinal sucumbiu ao jogo vertical da Inglaterra, que soube explorar os corredores laterais e criou sete finalizações dentro da área.
A expectativa é de que Saka e Bellingham liderem o próximo ciclo europeu, enquanto nomes experientes como Harry Kane avaliam o futuro. A federação ressaltou que o planejamento para a Euro já começa na próxima Data Fifa, sinalizando continuidade do projeto comandado por Tuchel.
Segundo analistas ouvidos pela imprensa britânica, o resultado reforça a tese de que a Premier League tem influenciado positivamente o desenvolvimento de jovens ingleses, sobretudo no aspecto físico. A partida contra a França foi a sexta vez em que Saka disputou 90 minutos completos em apenas um mês, sem demonstrar queda de rendimento.
Além do impacto esportivo, marcar três gols em um único jogo de Copa coloca Saka em um seleto grupo de nove ingleses que alcançaram tal façanha. O feito se soma às boas participações em Eliminatórias e potencializa seu valor de mercado, hoje estimado por consultorias especializadas como um dos mais altos da nova geração europeia.
O que você acha? Saka deve ser titular absoluto na próxima Euro ou ainda precisa provar consistência? Para acompanhar mais sobre Mundiais, acesse nossa cobertura completa.


