Erling Haaland — Horas depois de ver a Noruega cair nas quartas de final da Copa do Mundo, o atacante do Manchester City quebrou o silêncio e declarou apoio aberto à Inglaterra, unindo passado familiar e admiração por Jude Bellingham em um mesmo gesto.
- Em resumo: norueguês nascido em Leeds quer ver a Inglaterra campeã.
- Elogio a Bellingham reforça peso do meia na campanha inglesa.
Raiz britânica impulsiona escolha inesperada
O carinho de Haaland pela equipe comandada por Gareth Southgate vem de berço. Nascido em Leeds, enquanto o pai Alfie defendia o Manchester City, o camisa 9 cresceu cercado por símbolos do futebol inglês. Em entrevista reproduzida pela agência oficial da Copa do Mundo, ele admitiu que a primeira camisa de futebol que vestiu era da seleção inglesa, e não da norueguesa.
Mesmo abatido pela derrota por 2 a 1 que encerrou uma campanha histórica para a Noruega, o astro de 25 anos afirmou que continuará acompanhando cada jogo restante do torneio com a esperança de ver os ingleses levantarem o troféu inédito para sua geração.
“É claro que quero que a Inglaterra vença. Acho que tive uma camisa da Inglaterra antes mesmo de ter uma da Noruega quando era criança”.
A fala revela o peso afetivo que supera a frustração esportiva. Para o quarteto ofensivo inglês, o incentivo de um dos principais goleadores do planeta funciona como selo de qualidade e pode calar parte das críticas ao desempenho da equipe nas fases anteriores.
Parceria antiga reforça elogio a Bellingham
Questionado sobre o protagonista do jogo de eliminação, Haaland foi taxativo: Jude Bellingham. O meia de 22 anos marcou os dois gols ingleses que selaram o placar no Estádio Internacional de Doha. A afinidade entre ambos nasceu no Borussia Dortmund, onde dividiram vestiário antes de partirem para Manchester e Madrid, respectivamente.
“Não me surpreende que ele tenha marcado dois gols hoje e jogado da maneira que jogou. Às vezes, ele recebe muitas críticas por não marcar gols suficientes ou por outros motivos. Para mim, ele é um dos melhores do mundo”.
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O respaldo público endossa o status de Bellingham como pilar tático da Inglaterra. Além disso, o elogio vindo de um ex-colega de clube reforça a narrativa de evolução precoce do meio-campista, consolidando-o entre a elite mundial antes mesmo do auge físico.
Análise: apoio de estrela rival fortalece o vestiário inglês
Na prática, o gesto de Haaland desarma eventuais tensões provocadas pela eliminação norueguesa e converte um rival direto na Liga dos Campeões em aliado sentimental da Inglaterra. Internamente, o discurso tem efeito duplo: motiva o elenco e legitima o trabalho de Southgate, frequentemente contestado pela imprensa local.
Exposto às câmeras globais, o respaldo de um nome que quebrou recordes na Premier League também serve como propaganda involuntária do futebol inglês. O recado é claro: se até um artilheiro estrangeiro formado fora das ilhas abraça a causa, o grupo tem argumentos para sonhar alto.
O que você acha? A declaração de Haaland aumenta a pressão ou dá moral extra à Inglaterra? Para acompanhar todas as novidades do Mundial, acesse nossa cobertura completa.


