Botafogo — Em entrevista concedida ao programa Bola da Vez, da ESPN, o ex-volante alvinegro Gregore expôs bastidores que, segundo ele, explicam a transferência de Marlon Freitas e Alexander Barboza para o Palmeiras, apontando “falta de transparência” na condução do clube carioca.
- Em resumo: Gregore vê fragilidade no projeto esportivo do Botafogo e diz que isso pesou nas saídas ao rival paulista.
- Para o jogador do Al-Rayyan, a diretoria não apresentou um plano claro que segurasse seus líderes de elenco.
Bastidor exposto pelo ex-capitão alvinegro
Ainda marcado pela passagem vitoriosa que culminou em títulos em 2024, Gregore demonstrou surpresa com a facilidade com que pilares do elenco trocaram o Rio por São Paulo. O volante acredita que, caso a administração da SAF tivesse detalhado um horizonte convincente, os atletas permaneceriam no Nilton Santos. “Se existe um projeto claro, o jogador fica”, resumiu ele ao relembrar que Marlon Freitas chegou a usar a braçadeira de capitão em 2024.
Ao lembrar que a Confederação Brasileira de Futebol mantém em seu regulamento rígidos prazos de inscrição, o meio-campista pontuou que, mesmo assim, houve tempo para diálogo interno — diálogo que, na visão dele, simplesmente não ocorreu.
”Eu fico meio triste pela maneira que o Marlon Freitas saiu. Ele passa em momento difícil em 2023, em 2024 ele é o nosso capitão. […] Acredito que se ele tivesse um projeto bom no Botafogo ele não sairia. A gente ouve entrevistas do Barboza também falando que ele foi forçado a sair. Acredito também que se tem um projeto ali e ele acredita na transparência do que estão passando para ele, ele fica no clube‘‘
A declaração expõe o que boa parte da torcida já suspeitava: a decisão de liberar atletas-chave não foi devidamente explicada nem para o grupo nem para quem acompanha o dia a dia do Glorioso.
Palmeiras seduz enquanto o projeto alvinegro falha
Gregore citou diretamente o técnico Abel Ferreira como peça de convencimento. Para ele, o “pacote” oferecido pelo clube paulista — presença constante em finais e briga por títulos — tornou-se mais atraente que qualquer promessa interna do Botafogo. A situação, afirma, cria um efeito dominó: sem líderes, o elenco perde força; sem força, perde-se poder de barganha no mercado.
”É difícil para nós atletas. Chega um clube como o Palmeiras e demonstra interesse, o Abel deve ter ligado para os dois, um clube que sempre está brigando por títulos, chega uma proposta… não vai mexer com o atleta, é muito difícil! Foi uma combinação de fatores que fizeram essas transferências acontecerem”
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A fala ressalta que, diante de um rival estruturado e competitivo, qualquer ruído interno nas Laranjeiras — especialmente a ausência de comunicação sobre metas e investimentos — potencializa a fuga de talentos.
Análise: comunicação da SAF em xeque
As saídas de Marlon Freitas e Barboza colocam luz sobre o maior desafio da SAF botafoguense desde a virada de gestão: explicar suas escolhas estratégicas. A opacidade dos processos cria brechas não apenas para especulações, como também para perder capital humano decisivo. Se o Botafogo pretende combater competidores com maior poder financeiro, oferecer ao elenco um roteiro claro de crescimento esportivo deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito.
Nesse cenário, a cobrança de Gregore ecoa dentro e fora do CT: transparência não é apenas um valor abstrato, mas a moeda que garante fidelidade de atletas e confiança da torcida.
O que você acha? A fonte de insatisfação é mesmo a falta de transparência ou o apelo esportivo do Palmeiras falaria mais alto de qualquer maneira? Para acompanhar mais notícias do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

