Cruzeiro — A diretoria celeste esbarrou na pedida elevada do Los Angeles Galaxy por Gabriel Pec, mas estuda elevar a proposta e manter vivo o maior alvo da próxima janela.
- Em resumo: Galaxy quer US$12 mi e recusou os US$8 mi mineiros.
- Bahia monitora o atacante e pode entrar na disputa a qualquer momento.
Pedida alta não esfria o interesse celeste
O Cruzeiro iniciou as tratativas oferecendo 8 milhões de dólares (aprox. R$ 41,4 mi) para adquirir 100% dos direitos de Gabriel Pec. A proposta foi rejeitada pelos norte-americanos, que reduziram sua exigência de 14 mi para 12 mi de dólares, ainda acima do teto definido inicialmente pelo clube brasileiro.
Internamente, a cúpula celeste avalia subir a oferta para 10 milhões de dólares e apresentar uma composição que deixe um percentual econômico com o Galaxy, prática comum na Major League Soccer e detalhada em reportagem da ESPN sobre o mercado da MLS.
A janela de transferência nacional abre em breve, e a diretoria quer sacramentar o negócio antes que outros concorrentes avancem. A estratégia é vista como prioritária também pelo técnico Artur Jorge, que já acompanhava o atacante nos tempos de Al-Rayyan, no Catar.
Bahia observa e aumenta a pressão
Apesar de ainda não ter formalizado proposta, o Bahia mantém contato com o estafe do jogador e monitora cada movimento. O Tricolor virou SAF no início de 2023 e ganhou musculatura financeira para brigar por atletas em evidência, o que aumenta a urgência cruzeirense em fechar o acordo.
No mercado, a percepção é de que uma eventual investida baiana poderia aproximar o valor pedido inicialmente pelo Galaxy, ampliando a disputa interna entre clubes da Série A e valorizando Gabriel Pec para a próxima temporada.
Trajetória de Gabriel Pec valoriza o ativo
Revelado pelo Vasco em 2019, o atacante disputou 170 partidas pelo time carioca, marcou 26 gols e distribuiu 14 assistências antes de se transferir, em 2024, para o Los Angeles Galaxy. Na MLS, soma 100 jogos, 43 gols e 27 passes decisivos — números que justificam a pedida elevada.
Além da versatilidade pelo lado direito do ataque, Pec carrega a experiência de ter jogado em dois dos maiores mercados midiáticos do continente: Rio de Janeiro e Los Angeles. Esse perfil agrada ao departamento de marketing cruzeirense, que enxerga retorno também fora de campo.
Análise: disputa estratégica no mercado da bola
O movimento do Cruzeiro ilustra a mudança de perfil de investimento na Série A. Clubes que recentemente lutavam para fechar as contas agora se posicionam agressivamente, dispostos a competir com equipes da MLS por jogadores em ascensão. Ao mesmo tempo, o Galaxy mostra força ao não ceder na primeira oferta, revelando que a liga norte-americana deixou de ser mera exportadora de veteranos para se tornar negociadora dura de jovens sul-americanos em evidência.
A presença do Bahia como terceiro interessado reforça a tendência de leilão: quanto mais pretendentes, maior o preço final. Caso o Cruzeiro não se movimente rápido, pode perder não só o atleta, mas também o timing de mercado e a confiança da nova comissão técnica.
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