Internacional — A nomeação provisória de Diego Forlán para dirigir a Seleção Uruguaia provoca efeito imediato no Beira-Rio: Paulo Pezzolano, cotado para o cargo, permanece no clube gaúcho, ganhando fôlego para a sequência do Brasileirão.
- Em resumo: Forlán será interino até março de 2027, deixando Pezzolano livre para seguir no Inter.
- A permanência elimina, por ora, o risco de mudança no comando colorado em plena temporada.
Forlán assume como interino até 2027
Anunciado pelo presidente Ignacio Alonso, Diego Forlán herdou o posto de Marcelo Bielsa, demitido após a precoce queda uruguaia na fase de grupos da Copa do Mundo. O ex-atacante cuidará das seleções principal e sub-20 até março de 2027, período que servirá como avaliação, segundo a Associação Uruguaia de Futebol. A definição de um técnico efetivo deve ocorrer apenas depois da eleição presidencial da entidade, prevista para o início daquele ano, conforme comunicado oficial publicado no site da FIFA.
A escolha de um ídolo nacional para a função temporária atende a duas frentes: estabilizar o ambiente após o fracasso mundialista e ganhar tempo político até que o próximo mandatário da AUF decida o futuro da seleção.
“Sim, isso (a cláusula), tem sempre. Porque é o sonho de qualquer um, se chamam do seu país e sentem que você pode ajudar em algo, sempre tem que estar, para o que vier.”
A frase de Paulo Pezzolano, dada à Rádio Carve Deportiva, revela como o treinador cultiva a ambição de dirigir o Uruguai. Mesmo assim, ele reconhece que o momento não favorece a troca: a cláusula existe, mas o chamado — por ora — não veio.
Cláusula no contrato mantém Pezzolano focado no Colorado
Pezzolano desembarcou em Porto Alegre no início da temporada carregando a expectativa de recolocar o Inter em posição de destaque. Com um dispositivo contratual permitindo liberação automática para a seleção uruguaia, o risco de saída sempre esteve no horizonte colorado. A chegada de Forlán, entretanto, empurra qualquer decisão para 2027, dando ao técnico margem para concluir o plano de trabalho.
“O sonho de todo treinador sempre vai ser esse, o meu ou de qualquer um. Acontece que agora estou em uma pré-temporada e em três semanas jogo com o Cruzeiro, depois tenho Athletico de visitante, Flamengo, Corinthians duas vezes e Palmeiras. São meus seis primeiros jogos.”
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Na fala, o treinador lista um calendário pesado que inclui a volta ao Brasileirão contra o Cruzeiro, no dia 22, às 21h30. O recado é claro: ele prefere manter o foco imediato nos compromissos do Inter em vez de abrir mão de um projeto em meio à turbulência do campeonato.
Análise: efeito dominó entre AUF e Internacional
A nomeação interina de Forlán funciona como um “freio de arrumação” para a AUF, que evita decisões irreversíveis antes da nova eleição. Para o Internacional, o desfecho é ainda mais estratégico: a diretoria não precisará buscar um substituto no mercado nem enfrentar um possível desgaste com a torcida em caso de troca no comando técnico.
Ao segurar Pezzolano, o clube preserva a continuidade do trabalho e protege o planejamento esportivo em uma fase em que disputa posições importantes no Brasileirão. Já o treinador ganha mais tempo para comprovar resultados e, quem sabe, fortalecer seu nome para uma futura convocação definitiva.
O que você acha? A permanência de Pezzolano fortalece o projeto do Inter ou apenas adia uma mudança inevitável? Para acompanhar mais notícias do Campeonato Brasileiro, acesse nossa cobertura completa.


