Fluminense — A diretoria tricolor endureceu o jogo nas tratativas com a Lazio e recusou uma proposta de 8 milhões de euros pelo atacante John Kennedy, deixando claro que só abrirá mão do artilheiro por uma oferta considerada extraordinária.
- Em resumo: Lazio ouviu “não” por €8 mi e precisa subir a oferta para levar o camisa 9.
- Jogador avisa que prefere seguir no Flu, mas staff mira elite do futebol europeu.
Resistência tricolor sustenta plano esportivo
A comissão técnica de Luis Zubeldía entende que John Kennedy é peça-chave no esquema para a temporada de 2026, quando o atacante lidera as estatísticas de gols do elenco. Mesmo disposta a avaliar propostas, a cúpula estipulou critérios rígidos: qualquer negociação deve superar os 13 milhões de dólares investidos anteriormente em Rodrigo Castillo. O recado foi transmitido à Lazio e a outros interessados, sinalizando que a prioridade é manter a espinha dorsal que compete no Campeonato Brasileiro organizado pela CBF.
No dia a dia do CT Carlos Castilho, o clima é de continuidade. Cria de Xerém, o atacante reiterou o desejo de permanecer, postura semelhante à manifestada quando outras ofertas internacionais bateram à porta no início do ano.
Mercado europeu monitora cada movimento
A negativa ao clube romano não encerra o assédio em torno do jovem goleador. Consultas de Udinese, Cagliari, Watford e Wolverhampton mantêm o nome de John Kennedy em evidência na Itália e na Inglaterra. Porém, o estafe do atleta só considera mudança imediata caso o destino envolva potências que brigam pelo topo local, como Real Madrid, Barcelona, Paris Saint-Germain ou Manchester City.
Nesse cenário, a Lazio prepara novo avanço financeiro. A expectativa no Flu é que a próxima oferta venha já formalizada em documento oficial — condição imposta pela diretoria para abrir nova rodada de conversas. Até lá, a estratégia segue a mesma: blindar o jogador e evitar desmanche em meio à temporada.
Análise: impacto financeiro x projeto esportivo
O conflito entre o potencial de caixa imediato e o planejamento técnico escancara um dilema recorrente em clubes formadores. Ao rejeitar 8 milhões de euros, o Fluminense sinaliza confiança no valor de mercado do atacante e aposta na valorização futura, ancorada em desempenho esportivo e idade. Por outro lado, a pressão de agentes e de clubes europeus pode aumentar à medida que a janela se aproxima do fim.
Se a Lazio ou outro interessado alcançar os números pretendidos, a venda pode significar o maior negócio do clube desde a saída de Richarlison. Caso contrário, o tricolor mantém seu principal definidor e reforça a ambição de disputar títulos nacionais e continentais com elenco forte e estável.
O que você acha? O Fluminense deve segurar John Kennedy a qualquer custo ou vender se a proposta bater o valor pedido? Para acompanhar mais atualizações do mercado da bola, acesse nossa cobertura completa.


