Fluminense impõe pedida de R$60 mi e trava avanço do River

Fluminense — O clube carioca fixou em 12 milhões de dólares (cerca de R$60 milhões) o preço para liberar o atacante Agustín Canobbio ao River Plate, impondo um obstáculo imediato às tratativas desejadas pelo técnico argentino Eduardo Coudet.

  • Em resumo: pedida alta freia avanço do River e amplia o poder de barganha do Flu.
  • Canobbio tem contrato até 2028 e já soma 81 partidas com a camisa tricolor.

Pedida milionária esfria tratativas

A diretoria tricolor comunicou oficialmente o valor mínimo para negociar o uruguaio, tornando a operação uma das mais caras do mercado sul-americano recente. O River, que mapeia reforços para fase decisiva da Copa Libertadores, vê o montante como elevado neste momento e freou o ritmo das conversas.

A solicitação foi endossada por relatórios internos que consideram o potencial de revenda do atacante e a necessidade de preservar o investimento feito em janeiro da temporada passada, quando o Flu pagou 6 milhões de euros por 80% de seus direitos econômicos.

Pessoas ligadas às negociações indicam que, apesar do interesse manifestado por Coudet, a diretoria milionária não pretende cobrir a pedida à vista. Um eventual parcelamento ou inclusão de bônus por metas esportivas ainda não foi colocado na mesa.

Planejamento financeiro do Flu

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O preço estipulado proporcionaria lucro imediato ao Tricolor, que dobraria o montante investido em pouco mais de um ano. A comissão técnica, contudo, pondera o impacto esportivo de perder um dos pontas mais utilizados desde sua chegada às Laranjeiras — são 18 gols e 7 assistências em 81 partidas oficiais.

Com vínculo até dezembro de 2028, Canobbio não tem cláusula de saída facilitada. O departamento de futebol entende que o cenário garante poder de negociação raro no mercado nacional e, por isso, não pretende reduzir a pedida de R$60 milhões.

Internamente, o valor também serviria para equilibrar o orçamento sem depender de receitas imediatas de bilheteria ou premiações, tornando a venda estratégica na janela que sucede a Copa.

Ganso também na mira de rivais

Enquanto o futuro de Canobbio segue em pauta, outro nome de peso pode deixar o time: Paulo Henrique Ganso. O meia recebeu sondagens formais de Santos, Remo e São Paulo, clubes que tentam aproveitar a proximidade da pausa para a Copa do Mundo para avançar no negócio.

Segundo revelou o jornalista André Hernan, existe a possibilidade de o camisa 10 nem voltar a campo pelo Fluminense antes do recesso. Apesar de o vínculo ainda ter validade, o atleta avalia reencontrar antigos companheiros e abrir novo ciclo fora do Rio de Janeiro.

Análise: rejuvenescimento e caixa em foco

Os dois movimentos reforçam uma diretriz clara: o Fluminense busca repaginar o elenco e, ao mesmo tempo, gerar caixa. A pedida elevada por Canobbio sinaliza que o clube não abrirá mão de ativos promissores sem retorno financeiro expressivo, prática cada vez mais comum entre equipes brasileiras que buscam sustentabilidade.

No caso de Ganso, a eventual saída libera folha salarial para novos reforços e ainda alivia a dependência de atletas acima dos 30 anos. Juntas, as negociações indicam transição gradual para um grupo mais jovem, mas impõem desafio esportivo imediato ao técnico.

O que você acha? A postura do Flu em segurar Canobbio por R$60 milhões é estratégica ou arriscada para a temporada? Para acompanhar mais análises e bastidores do clube, acesse nossa cobertura completa.


Maria Dias atua na área de conteúdo digital e é responsável pela organização editorial da Tribuna Futebol. Com experiência em comunicação e gestão de equipes, acompanha o planejamento das publicações e garante que os conteúdos sigam um padrão consistente. Seu trabalho é focado em manter o site atualizado, com informações claras e bem estruturadas, facilitando a leitura e a navegação para quem acompanha futebol diariamente.