Emerson Fittipaldi — O bicampeão brasileiro revelou, no podcast Beyond The Grid, que pensou seriamente em abandonar a Fórmula 1 logo depois de conquistar o campeonato de 1972 pela Lotus.
- Em resumo: Fittipaldi avisou à família que se aposentaria após Monza, mas voltou atrás graças ao pai.
Ideia de aposentadoria no auge da Lotus
A confissão surpreende porque veio no momento mais alto da carreira: com apenas 25 anos, Fittipaldi já tinha realizado o sonho que o tirou do Brasil em direção à Europa. Em meio a uma categoria marcada por acidentes frequentes nos anos 1970, o piloto avaliava parar enquanto estava no topo — decisão que, se concretizada, teria mudado a história da F1, hoje exibida no Brasil pela Band.
Ele contou que a conversa decisiva ocorreu durante um almoço na Suíça, ao lado do pai, Wilson, e do irmão, Wilson Jr. Ali, avisou que Monza seria sua última corrida. A reação familiar foi determinante para que o plano não avançasse. Relatos históricos da categoria mostram como o ambiente de risco e a perda de colegas de grid alimentavam aquele temor.
“Quando ganhei meu primeiro campeonato, voltei para casa, na Suíça, e almocei com meu pai e meu irmão. Olhei para o meu pai e disse: ‘Vou me aposentar da F1 depois de Monza’”.
Conselho do pai abriu caminho ao bicampeonato
Segundo Emerson, Wilson Fittipaldi o alertou de que o amor pela velocidade o traria de volta em poucos anos, tornando o retorno mais difícil do que simplesmente continuar. O argumento pesou: o brasileiro decidiu seguir em frente, encontrou novos objetivos e, dois anos depois, foi campeão novamente, dessa vez pela McLaren em 1974.
A permanência também possibilitou o projeto da equipe Copersucar-Fittipaldi, lançada em 1976 ao lado do irmão. Sem aquela intervenção paterna, o automobilismo traria bem menos capítulos escritos por um dos maiores nomes do esporte nacional.
O que você acha? Você acredita que Fittipaldi teria feito falta caso realmente deixasse a F1 em 1972? Para acompanhar mais histórias marcantes do esporte, visite a Tribuna Futebol.

