Copa do Mundo de 2026 — De olho em possíveis falhas de conexão que possam comprometer o árbitro de vídeo, a Fifa decidiu deslocar parte da equipe do VAR para o próprio estádio em Boston, palco de França x Marrocos nas quartas de final.
- Em resumo: AVAR e AVAR suplente deixam a central em Dallas e trabalham presencialmente no jogo.
- Medida visa resposta imediata caso a comunicação entre campo e IBC sofra instabilidade.
Equipe extra em Boston reforça segurança tecnológica
Segundo o jornal espanhol Mundo Deportivo, a Fifa optou por montar uma estrutura híbrida: parte dos profissionais permanece no Centro Internacional de Transmissão (IBC), em Dallas, enquanto o uruguaio Leodán González e a nicaraguense Tatiana Guzmán atuarão de dentro do estádio. A escolha reduz o caminho do sinal, diminui a latência e cria um “plano B” em tempo real para qualquer eventualidade, como salienta a página oficial da entidade em seu guia de arbitragem.
Na prática, se o árbitro argentino Facundo Tello precisar rever um lance, a checagem pode ser orientada localmente mesmo que a linha dedicada ao IBC caia. O protocolo da Fifa impede que partidas sejam suspensas por falha tecnológica, mas uma interrupção prolongada exporia a competição a críticas e a questionamentos sobre lisura — algo que o órgão máximo do futebol não está disposto a arriscar em um confronto de mata-mata.
Predominância argentina na arbitragem gera discussão
Além de Tello, os assistentes Juan Pablo Belatti e Gabriel Chade, o quarto árbitro Darío Herrera e o quinto árbitro Cristian Navarro também são argentinos. Hernán Mastrangelo ficará no VAR central, completando a forte presença do país na escala. Embora seja comum a Fifa privilegiar trios e quartetos de uma mesma federação para manter a comunicação fluida, a escolha chamou a atenção de parte da imprensa marroquina, que teme influência externa num duelo de alto peso histórico.
Para minimizar qualquer ruído extra, o posicionamento inédito dos auxiliares de vídeo no estádio funciona como amortecedor de polêmicas: havendo lance duvidoso ou chamado do monitor, a análise ganha segundos preciosos em vez de depender totalmente da infraestrutura remota. A medida também sinaliza que o departamento de arbitragem aprendeu com contratempos de edições anteriores, nas quais delays de imagem e queda de sinal alimentaram teorias de conspiração.
Análise: prevenção antes do apito inicial
A decisão da Fifa expõe uma preocupação crescente com a reputação do VAR. Desde sua implementação, o sistema enfrenta questionamentos sobre transparência, tempo de parada e critérios. Ao deslocar parte da equipe para Boston, a entidade evita que um simples problema de rede transforme o jogo em pauta negativa global — especialmente quando envolve seleções com torcidas numerosas e engajadas nas redes sociais.
Do ponto de vista logístico, o plano de contingência eleva custos, mas cria um modelo que pode se tornar padrão em fases agudas de competições futuras. Se funcionar sem sobressaltos, a iniciativa deverá ser elogiada; se falhar, o peso do erro recairá diretamente sobre a credibilidade da federação internacional.
O que você acha? A Fifa acertou ao levar parte do VAR para dentro do estádio ou o risco de interferência permanece alto? Para mais conteúdos sobre o Mundial, acesse nossa cobertura completa.


