Tim Payne — O lateral-direito neozelandês que virou sensação nas redes durante a Copa do Mundo agora tem novo destino: o Olimpia, do Paraguai, para a disputa da Copa Sul-Americana.
- Em resumo: Ex-Wellington Phoenix, Payne assume a lateral do Olimpia e pode enfrentar o Vasco nas oitavas.
- Influenciador impulsionou o atleta de 5 mil para 5 milhões de seguidores às vésperas do Mundial.
Do anonimato ao boom nas redes
Pouco antes da bola rolar no último Mundial, um influenciador argentino lançou uma campanha inusitada: encontrar o jogador com menos seguidores no Instagram entre os inscritos no torneio. O “vencedor” desse reality improvisado foi Tim Payne, então dono de um modesto grupo de 5 mil fãs na rede social.
O vídeo viralizou, atravessou fronteiras e fez do defensor da Nova Zelândia um fenômeno digital. Em questão de dias, o número de seguidores saltou para 5 milhões. Esse impulso o colocou na mesma conversa que outros personagens improváveis da Copa, como o goleiro Vozinha, de Cabo Verde, que parou a favorita Espanha em um empate sem gols e também ganhou fama repentina.
Se a explosão de popularidade não garante vaga em campo, ela abre portas fora dele. O Olimpia monitorou o mercado em busca de um lateral capaz de disputar posição com Raul Cáceres e viu em Payne uma oportunidade atraente: atleta experiente, marketing espontâneo e custo avaliado pelo Transfermarkt em 350 mil euros (cerca de R$ 1,7 milhão).
Reforço estratégico para o Olimpia
Aos 32 anos, Payne deixa o Wellington Phoenix, onde atuava desde 2019. Foram 157 partidas, quatro gols e 19 assistências pelo clube da A-League. Agora, o defensor terá a missão de manter o Olimpia vivo na Copa Sul-Americana, torneio organizado pela CONMEBOL que costuma ser porta de entrada para revelações sul-americanas e palco de campanhas históricas.
O calendário da competição reserva um possível duelo com o Vasco. O clube carioca encara o Independiente Medellín nos play-offs; quem avançar mede forças com o time paraguaio nas oitavas. Payne, portanto, pode cruzar o caminho vascaíno já em seu primeiro mata-mata continental, adicionando um componente extra de interesse para a torcida brasileira.
Em Assunção, a diretoria do Olimpia enxerga no neozelandês uma peça versátil. Além de cobrir a lateral, ele traz experiência internacional, já que figura entre os titulares da seleção da Nova Zelândia. Dentro de campo, a concorrência com Cáceres deve elevar o nível defensivo da equipe; fora dele, a presença digital do jogador promete engajamento inédito para as mídias do clube.
Análise: o peso das redes sociais no mercado da bola
O caso Payne escancara uma tendência recente: desempenho esportivo continua fundamental, mas visibilidade digital pode acelerar negociações. Clubes observam não só estatísticas no gramado, mas também métricas de engajamento capazes de atrair patrocinadores e ampliar receitas de marketing. Para equipes de mercados menores, como o paraguaio, contratar um atleta com alcance global a custo relativamente baixo é decisão estratégica.
Ao mesmo tempo, o episódio evidencia como influenciadores e torcedores participam cada vez mais do ecossistema de transferências. Campanhas virais geram dados, reputação e, em última instância, pressão — direta ou indireta — sobre dirigentes que buscam nomes capazes de entregar rendimento competitivo e retorno de imagem.
O que você acha? A fama digital de Tim Payne se refletirá em campo na Sul-Americana? Para acompanhar mais histórias do torneio, acesse nossa cobertura completa.


