Felipão admite quase fechar com Corinthians e Inter em 17/07/2023

Luiz Felipe Scolari — Em entrevista recente, o técnico multicampeão detalhou as conversas que, em 17/07/2023, quase o levaram a aceitar propostas de Corinthians e Internacional, rivais diretos de Palmeiras e Grêmio, clubes onde construiu sua identidade.

  • Em resumo: Felipão recusou Corinthians e Inter para não arranhar o vínculo afetivo com Palmeiras e Grêmio.
  • Rivalidades históricas pesaram mais que projetos esportivos ou financeiros.

Por que a ligação com o Palmeiras travou o acerto com o Timão

Scolari confirmou que esteve perto de comandar o Corinthians em duas ocasiões. Os encontros evoluíram, mas a possibilidade de cruzar a rivalidade centenária com o Palmeiras levantou dúvidas internas nos dois lados. Em entrevista ao ge, ele mencionou que até os dirigentes alvinegros temiam a repercussão negativa, cenário comum em negociações envolvendo personagens simbolicamente atrelados a um único escudo, como mostram outros casos recentes no futebol nacional citados pela cobertura da ESPN.

O treinador ressaltou que sempre tratou o tema com cautela, ponderando sobre aceitação de torcida, ambiente interno e, principalmente, sua própria convicção de que poderia preservar a história vencedora no Palmeiras.

“Existiu em duas oportunidades (de fechar com o Corinthians). Mas depois, quando a gente imaginava ou quando ia para os ‘entretantos’, os ‘finalmentes’… Eu sou muito vinculado ao Palmeiras. Será que eu seria bem aceito? Eu faria essa pergunta para mim. Os dirigentes também fizeram essa pergunta para eles próprios. E a gente chegou à conclusão que não era o ideal. Respeitei, sempre respeitei”

A fala evidencia que, mesmo num mercado cada vez mais pragmático e financeiro, a percepção de pertencimento continua decisiva. O receio de iniciar um ciclo sob desconfiança, somado ao passado alviverde de Felipão, tornou o acordo inviável.

Gre-Nal impede mudança de lado no Sul

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No Sul, a situação se repetiu. O Internacional o procurou enquanto o Grêmio atravessava fase conturbada, e um esboço de contrato chegou a ser discutido em um hotel de Gramado. Ainda assim, o peso do clássico Gre-Nal fez o treinador recuar, temendo desgaste com a torcida tricolor e dúvidas sobre receptividade colorada.

“É como aqui (no Sul), Grêmio x Internacional. Já estive com o (ex) presidente do Inter no hotel em Gramado (no interior do RS) acertando contrato, mas depois nós pensamos. ‘Fernando (Carvalho), acho que não’”

O relato mostra que a rivalidade regional passa de geração a geração e continua definindo escolhas. Para Felipão, atravessar a fronteira simbólica do Gre-Nal poderia ofuscar títulos, estátuas e o carinho consolidado na Arena.

Análise: legado versus oportunidade de mercado

As negociações frustradas com Corinthians e Inter reforçam um dilema clássico: até que ponto vale trocar história por novo desafio? No caso de Felipão, o legado pesado — Copa do Brasil, Libertadores e Mundial — ofereceu segurança de imagem e reputação que um contrato de risco poderia minar em poucas rodadas.

Também ilustra a dificuldade de dirigentes em romper barreiras emocionais quando o alvo simboliza vitórias do arquirrival. Com pressões políticas e redes sociais infladas, a margem para erro diminui, tornando a aposta num “ídolo adversário” ainda mais delicada.

O que você acha? Felipão acertou ao preservar sua história ou deveria ter encarado o desafio nos rivais? Para acompanhar mais bastidores de técnicos e clubes, acesse nossa cobertura completa.


Carlos Silva começou escrevendo sobre futebol em fóruns e páginas online, acompanhando principalmente jogos do dia e notícias rápidas. Com o tempo, ganhou experiência cobrindo partidas e organizando informações de forma clara para quem quer saber rapidamente o que está acontecendo. Hoje, na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre horários de jogos, transmissões e atualizações do futebol, sempre com uma linguagem simples e direta.