Favoritismo de Luiz Henrique agita escalação do Brasil na Copa

Seleção Brasileira — A lesão de Raphinha modificou os planos de Carlo Ancelotti e abriu espaço para que Luiz Henrique assuma a ponta direita no duelo decisivo contra a Escócia, que vale a classificação à próxima fase da Copa do Mundo.

  • Em resumo: características de profundidade fazem de Luiz Henrique o principal candidato a substituir Raphinha.
  • Treino desta terça-feira definirá se o atacante superará a concorrência de Rayan e confirmará vaga entre os titulares.

Ancelotti busca profundidade pelo lado direito

De acordo com informação publicada pelo jornal O Globo, o comando técnico entende que o ex-jogador do Betis oferece a opção de “levar o jogo ao fundo” sem comprometer a recomposição defensiva. Diante de uma Escócia que costuma congestionar o meio, ganhar o corredor é visto como chave para superar o bloqueio descrito no regulamento tático da competição e criar superioridade numérica.

Esse perfil coloca o camisa 18 à frente de Rayan. Embora o jovem do Zenit tenha boa finalização, Ancelotti deseja intensidade na pressão pós-perda e, principalmente, amplitude constante — fundamentos que Luiz Henrique apresentou sempre que entrou no segundo tempo.

Treino decisivo coloca vaga em jogo

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O treinamento marcado para esta terça-feira (23), em Miami, será o último antes da comissão anunciar o time. Nos testes de campo reduzido, Matheus Cunha e Endrick chegaram a atuar lado a lado, sinalizando ajuste tático que deixaria o ataque ainda mais móvel.

Na defesa, Léo Pereira treinou ao lado de Marquinhos, mas a atenção do vestiário está nas mexidas do setor ofensivo. Caso confirme Luiz Henrique na vaga, Ancelotti repetirá a estratégia de usar dois pontas de origem, com Vinicius Júnior na esquerda, para explorar diagonais e cruzamentos atacando o segundo pau.

Análise: profundidade versus criatividade

Ao privilegiar o jogo pelos flancos, Ancelotti demonstra preocupar-se menos com condução interna e mais com esticar a defesa adversária. A escolha por Luiz Henrique não é apenas questão de reposição natural; ela reflete entendimento de que a Escócia fechará a entrada da área e oferecerá espaço nos lados. Ao sacrificar um meia criativo e apostar em um ponta nato, o treinador busca acelerar a circulação e gerar cruzamentos curtos para o centroavante.

Em parte, a decisão também antecipa possíveis cenários das oitavas, onde rivais tendem a adotar postura reativa. Consolidar o plano já nesta quarta-feira (24), às 19h, em Miami, pode dar ritmo e confiança para fases mais agudas do torneio.

O confronto terá transmissão da Globo para todo o Brasil. Uma vitória classifica a Seleção sem depender de resultados paralelos; empate ou derrota obrigarão o time a torcer por combinação de placares no outro jogo do grupo.

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Maria Dias atua na área de conteúdo digital e é responsável pela organização editorial da Tribuna Futebol. Com experiência em comunicação e gestão de equipes, acompanha o planejamento das publicações e garante que os conteúdos sigam um padrão consistente. Seu trabalho é focado em manter o site atualizado, com informações claras e bem estruturadas, facilitando a leitura e a navegação para quem acompanha futebol diariamente.