Colton Herta — Recém-chegado à Fórmula 2, o norte-americano de 26 anos já provocou uma onda de expectativas no paddock ao ser apontado pelo CEO da categoria como forte candidato a dominar a temporada 2026.
- Em resumo: Bruno Michel aposta que Herta “pode ter uma temporada de estreia muito forte” na F2.
- O ex-IndyCar já pontuou em Melbourne (7º) e Miami (8º) e fará quatro TL1 pela Cadillac F1.
Dos ovais à Europa: adaptação acelerada
Poucos meses depois de trocar a IndyCar pela principal categoria de acesso à Fórmula 1, Herta assinou com a Hitech e iniciou 2026 somando pontos nas duas primeiras corridas principais.
O sétimo lugar em Melbourne, seguido de um oitavo em Miami, indicam que o californiano conseguiu reduzir a curva de aprendizado mesmo enfrentando carros, pneus e formatos de fim de semana totalmente diferentes. Em termos de calendário, a primeira participação em TL1 com a Cadillac F1 acontecerá em Barcelona, marcando o passo inicial no plano traçado para chegar à elite.
“Colton acabou de chegar, mas já é um piloto muito estabelecido nos Estados Unidos e vencedor na IndyCar”, afirmou. “Foi uma surpresa positiva para todos.”
O elogio público de Bruno Michel ganhou eco imediato entre equipes e patrocinadores, reforçando a percepção de que a F2 não será apenas uma etapa obrigatória, mas um palco onde Herta pode construir autoridade antes da promoção à Fórmula 1.
Efeito Herta impulsiona mercado norte-americano
A entrada do piloto também despertou o interesse comercial dos promotores de Miami e Montreal, que buscam levar etapas da Fórmula 2 à América do Norte. Para Michel, a combinação Herta–Montoya cria um argumento sólido de bilheteria e audiência.
“Ele está correndo contra jovens de 18, 19 e 20 anos vindos da Fórmula 3. Tenho certeza de que isso é um pouco surpreendente para ele”
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O próprio dirigente reconhece que a diferença geracional impõe desafios: a maioria dos rivais chega direta da F3, enquanto Herta traz quilometragem, porém em carros mais pesados e pistas distintas. O balanço entre experiência e adaptação definirá quão rápido o norte-americano transformará potencial em vitórias.
Vale lembrar que, segundo reportagem da ESPN brasileira, a nova franquia Cadillac F1 pretende utilizar os quatro TL1 para avaliar dados de telemetria e acelerar decisões estratégicas sobre sua dupla titular para 2027.
Pelo desempenho inicial, a narrativa de “americano no caminho inverso” – saindo de uma categoria consolidada para a base europeia – já rende dividendos de mídia. Caso conquiste pódios ainda neste primeiro ciclo, Herta pode repetir trajetórias como a de outros pilotos graduados pela F2 que alcançaram rapidamente a Fórmula 1, fortalecendo a imagem do campeonato como filtro de elite.
O que você acha? Herta confirmará o rótulo de sensação da F2 ou a adaptação europeia cobrará seu preço? Para acompanhar mais análises e bastidores da velocidade, acesse nossa cobertura completa.

