Kadir — O atacante do Botafogo se tornou o assunto mais comentado no Panamá depois de ficar fora da lista de 26 jogadores que representarão o país na próxima Copa do Mundo, anúncio que terminou em bate-boca entre o técnico Thomas Christiansen e um jornalista.
- Em resumo: Christiansen desafiou repórter a indicar quem deveria sair para a entrada de Kadir.
- Jogador segue como suplente e pode ser chamado em caso de corte por lesão.
Treinador rebate questionamento sobre convocados
A repercussão começou pouco após a convocação oficial. Irritado, o comandante panamenho encarou a pergunta sobre a ausência de Kadir como uma crítica direta à sua metodologia e defendeu que a escolha priorizou equilíbrio tático — argumento que ele já havia usado noutras listas divulgadas pela FIFA.
Mesmo em alta no futebol brasileiro, o atacante não convenceu a comissão técnica a abrir mão de outras opções ofensivas. O tema polarizou a imprensa local, que enxergou desconexão entre a fase do atleta e o veredito final.
“Só posso levar 26 jogadores. Se eu colocar o Kadir, me diga um jogador que eu tenho que tirar. Diga um”, afirmou o treinador. O jornalista então respondeu: “Esse é o seu trabalho”. Na sequência, Christiansen voltou a elevar o tom: “Sim, é o meu trabalho, claro. Mas se você diz que Kadir tem que entrar, então me diga quem sai”.
O diálogo ríspido ganhou as redes sociais e estimulou debates sobre transparência na seleção de atletas. Para muitos torcedores, a réplica do repórter ecoa um sentimento de que a convocação careceu de critérios claros.
Atacante vira “convidado” e mantém esperança de disputar a Copa
Apesar do corte, Kadir estará próximo da delegação. O jogador foi incluído na lista de reservas e, neste status, treinará com o grupo durante toda a preparação. Qualquer lesão até a véspera do torneio pode abrir vaga imediata.
“Do ponto de vista esportivo, não tenho nada a discutir, pois acredito que todos já fizemos nossas análises. […] Posso dizer que ele está na lista de reservas”, explicou Christiansen.
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A fala sinaliza que o atacante segue no radar, mas também evidencia como a comissão técnica deseja evitar a pecha de favoritismo a um único nome. O Panamá ainda disputa amistosos contra Brasil, República Dominicana e Bósnia e Herzegovina antes da estreia, marcada para 17 de junho, diante de Gana.
Análise: tensão expõe dilema de prioridade na seleção
A discussão pública entre treinador e imprensa coloca em xeque não apenas a ausência de Kadir, mas a estratégia de gestão de grupo adotada pela seleção panamenha. Ao desafiar o jornalista a indicar um substituto, Christiansen transferiu a responsabilidade do corte, jogada que pode soar defensiva em vez de pedagógica. O episódio ilustra um impasse recorrente: como conciliar meritocracia individual com a visão coletiva de um elenco limitado a 26 vagas.
Para o Botafogo, o desfecho traz um efeito colateral positivo. A frustração de ficar fora do Mundial costuma funcionar como combustível competitivo, e o clube carioca pode receber um atleta ainda mais determinado a provar que merece protagonismo internacional.
O que você acha? Kadir merecia estar entre os 26 convocados ou a decisão do técnico foi justa? Para acompanhar tudo sobre o Mundial, acesse nossa cobertura completa.

