São Paulo — O revés por 1 a 0 diante do Remo, no Mangueirão, colocou o lateral Enzo Díaz no centro das críticas, mas o técnico Dorival Júnior se apressou em blindar o jogador e transferir o foco para a eficiência do adversário.
- Em resumo: Dorival negou “falha” individual e destacou a única chance convertida pelo Remo.
- Tricolor fecha a rodada em oitavo e contará com a pausa da Copa do Mundo para se reorganizar.
Dorival protege lateral após revés inesperado
O treinador fez questão de afastar qualquer tentativa de vilanizar Enzo Díaz, responsável pelo passe interceptado que originou o gol paraense. Para Dorival, a derrota se explica mais pela falta de precisão ofensiva do que por um erro isolado, tese que ecoa a importância de reduzir o ruído interno em semanas de pressão. Em nota semelhante, a Confederação Brasileira de Futebol exibe a estatística de apenas três finalizações certas do Tricolor, cifra que reforça o diagnóstico do comandante.
Internamente, a comissão técnica avalia que o modelo de jogo ainda carece de entrosamento, já que o treinador assumiu o cargo há pouco mais de um mês e teve sequência intensa de partidas.
“Não é questão de falha. Tem momentos que temos que entender que o adversário foi competente. Na única oportunidade que tiveram, marcaram o gol. Nós não fizemos. Tivemos muitas situações na primeira etapa, no retorno. Algumas tomadas de decisões não foram condizentes”.
A fala evidencia a estratégia de Dorival de dividir a responsabilidade coletiva, poupando o lateral argentino de um desgaste maior com a torcida e mantendo coeso o ambiente do vestiário.
Pausa no calendário vira trunfo para ajustes
O Brasileirão agora sofre um hiato por causa da Copa do Mundo, um intervalo visto como oportunidade de ouro para recuperar atletas e implantar conceitos táticos com mais profundidade no CT da Barra Funda. Com 25 pontos, o São Paulo ocupa a oitava posição e busca diminuir a distância em relação ao bloco que garante vaga direta na Libertadores.
“A equipe não jogou uma partida abaixo, desequilibrada. Teve as ações nas mãos, apenas não conseguiu confirmar aquilo que poderia ter feito em razão do volume que tivemos”.
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Nesse contexto, a autocrítica moderada de Dorival sugere que o foco estará no refinamento das tomadas de decisão no terço final, algo que pode mudar o patamar da equipe no retorno contra o Athletico Paranaense.
Análise: gestão de crise e confiança interna
Ao livrar Enzo Díaz de culpabilidade direta, Dorival demonstra preocupação em preservar o psicológico de um elenco que ainda assimila seu método. A escolha pelo discurso de competência rival também serve para evitar fissuras na relação torcida–jogadores em um momento em que, historicamente, o São Paulo costuma oscilar.
A pausa pode, portanto, funcionar como antídoto para a instabilidade: além de treinamentos mais longos, haverá tempo para recuperar peças e reforçar o senso de unidade que o técnico julga essencial para a arrancada na segunda metade do campeonato.
O que você acha? Dorival agiu certo ao isentar Enzo Díaz ou deveria ter cobrado publicamente o lateral? Para acompanhar mais notícias do Tricolor, acesse nossa cobertura completa.

