Endrick — Em entrevista recente, o atacante brasileiro abriu o jogo sobre a adaptação ao Real Madrid, destacou a ajuda de Jude Bellingham no aprendizado do inglês e cravou Neymar como a maior referência de sua geração.
- Em resumo: Bellingham e Alexander-Arnold são peças-chave no processo de adaptação linguística do brasileiro.
- Neymar foi eleito por Endrick como o jogador mais marcante que ele viu em campo.
Inglês afiado com ajuda de companheiros
Chegar à principal potência do futebol europeu aos 18 anos exige mais que talento. Na capital espanhola, Endrick encara aulas diárias de idioma e ganha reforço dos colegas de vestiário. Ele contou que Bellingham, mesmo com sotaque de Birmingham, virou seu principal “professor”, enquanto Trent Alexander-Arnold colabora quando possível. A convivência tem encurtado a barreira linguística que costuma dificultar a vida dos sul-americanos recém-chegados à Europa, prática reconhecida pela UEFA em relatórios sobre formação de elenco.
Para o brasileiro, a conversa fora de campo é tão estratégica quanto os treinos em Valdebebas. A fluência facilita desde instruções táticas do técnico Carlo Ancelotti até a interação com a torcida merengue, ávida por novos ídolos.
“Jude (Bellingham) e Trent (Alexander-Arnold), mas Trent é difícil porque ele é de Liverpool. É difícil entender ele. Eu aprendo com Jude, Trent… Jude é de Birmingham e é difícil entender ele, mas eu tento e agora entendo mais eles, e falo com os dois.”
A fala escancara o compromisso do jovem em acelerar seu processo de integração. A busca pela fluência, além de essencial para a vida cotidiana, pode encurtar o caminho até a titularidade num elenco onde a comunicação rápida define espaço em campo.
Neymar no topo da lista de referências
Questionado sobre quem mais o influenciou no futebol, Endrick citou lendas como Ronaldo Fenômeno, Romário, Rivaldo e Ronaldinho, mas colocou Neymar num patamar à parte. Para ele, o camisa 10 da Seleção reúne a essência do estilo brasileiro: drible, improviso e carisma. Ao observar o colega hoje no Al-Hilal, o atacante do Real Madrid reconhece ali um espelho de carreira.
“As lendas do passado a gente sabe bastante. Tem o Ronaldo, Rivaldo, Romário, Ronaldinho, mas claramente depois que eu nasci não tenho dúvida que as lendas do futebol que eu pude ver jogando, driblando, claramente o Neymar é um grande jogador. Um jogador que você olha e dá vontade de assistir ele porque é um jogador com o DNA brasileiro.”
![]()
O elogio reforça a corrente de novos talentos que crescem admirando Neymar, responsável por recolocar o Brasil no radar mundial após a era dos tetracampeões de 2002. Não por acaso, Endrick desponta como aposta da torcida para manter essa linhagem ofensiva.
Confiança mútua com Carlo Ancelotti
Além da barreira linguística superada e da admiração por Neymar, Endrick fez questão de elogiar Carlo Ancelotti. O técnico, que dividirá funções entre Real Madrid e Seleção Brasileira, ganhou a alcunha de “paizão” e figura central no processo de amadurecimento do atacante. A relação cordial encorpa o projeto merengue de renovar seu ataque sem perder competitividade.
Internamente, o clube vê o brasileiro como sucessor natural de Vinícius Júnior, confiando na gestão de elenco de Ancelotti para lapidar o talento. O técnico, conhecido por potencializar jovens estrelas, já demonstrou em outras passagens que a paciência combinada a liberdade criativa rende frutos, vide casos como Kaká no Milan e James Rodríguez no próprio Real.
O que você acha? Endrick tem potencial para repetir o protagonismo de Neymar na Seleção? Para acompanhar mais análises sobre o futebol europeu, acesse nossa cobertura completa.

