Walace — Emprestado pelo Cruzeiro, o volante celebrou o retorno à Bahia ao ser anunciado pelo Vitória e classificou o acordo como a oportunidade que precisava para reerguer a carreira.
- Em resumo: jogador fica no Barradão até o fim da temporada e quer “mostrar serviço”.
- Indisciplina no Cruzeiro abriu caminho para o empréstimo, mas clube mineiro ainda paga o salário.
Retorno à Bahia motiva o volante
Nascido em Salvador, o meio-campista de 28 anos foi apresentado já vestindo a camisa rubro-negra. Segundo registro da CBF, ele está regularizado e pode estrear assim que o Brasileirão recomeçar após a pausa para a Copa do Mundo.
Walace destacou a identificação com cidade, torcida e clube, reforçando que não precisou de muito tempo para dizer “sim” ao Vitória.
“Muito bom estar em casa. Muito bom estar nesse clube gigante, que está me dando a oportunidade que preciso. Expectativa enorme de poder jogar, de poder estar em campo com meus novos companheiros”, iniciou. “Tenho familiares e amigos que são Vitória. Sou de Salvador, então conheço muito bem o clube, a torcida. Então não precisei perguntar a terceiros como é o clube. Foi muito fácil aceitar a proposta”, acrescentou. “Muito comprometimento, disposição. Venho no intuito de ajudar. Vou trabalhar bastante para isso. Podem esperar um cara comprometido, um profissional que, a todo momento, vai querer ajudar o Vitória”, completou.
A fala em bloco evidencia um atleta consciente de que o empréstimo representa talvez a última chance de consolidar nome na elite. O apelo direto à torcida busca acelerar a adaptação ao novo vestiário.
Problemas no Cruzeiro aceleraram o empréstimo
Sob o comando de Artur Jorge, Walace vinha treinando separado após episódios de comportamento considerados inadequados. A diretoria celeste entendeu que a saída temporária poderia valorizar o ativo e, quem sabe, abrir mercado para uma futura transferência definitiva.
Mesmo longe de Belo Horizonte, o Cruzeiro seguirá arcando com a folha do atleta — sinal de como a cotação dele despencou desde a chegada, no início do ano. Para o Vitória, o risco é mínimo: ganha um reforço experiente sem mexer no caixa e ainda preenche lacuna carente no meio-campo.
Análise: risco calculado para ambos os lados
O cenário coloca pressão bilateral. Se performar, Walace recupera prestígio e aumenta valor de revenda; caso contrário, o Cruzeiro terá de encontrar nova solução para um jogador que já custa caro. Para o Vitória, o empréstimo cabe na estratégia de buscar atletas com histórico de Série A, mas exige gestão de vestiário para evitar que velhos problemas reapareçam.
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