Luciano Juba — A ausência do lateral do Bahia na convocação definitiva de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo frustrou a torcida tricolor e reabriu o debate sobre os critérios do técnico italiano.
- Em resumo: Juba não entrou nos 25 nomes divulgados para o Mundial.
- Alex Sandro e Douglas Santos foram os escolhidos para a lateral esquerda.
Escolhas de Ancelotti surpreendem torcida do Bahia
A confirmação da lista veio nesta segunda-feira (18) e, ainda que a expectativa fosse alta em Salvador, o nome de Luciano Juba não apareceu. Dono de regularidade nas últimas três temporadas, o jogador vinha acumulando atuações elogiadas e se tornou peça-chave no esquema do Bahia.
Nas redes sociais, torcedores classificaram a exclusão como “injusta” e defenderam que o atleta vive “a melhor fase da carreira”. O descontentamento ecoa especialmente porque Juba chegou a figurar em convocações anteriores, mas nunca estreou.
A decisão deixa claro o perfil buscado por Ancelotti: experiência internacional. Ao optar por Alex Sandro, com longa passagem pela Europa, e por Douglas Santos, que atua no Zenit, o treinador sinaliza preferência por laterais acostumados a jogos de alto nível fora do Brasil. Segundo análise disponibilizada pela FIFA, o histórico em competições continentais costuma pesar em Copas.
Para o Bahia, a não convocação representa a perda de visibilidade global que uma Copa do Mundo oferece. Um atleta do clube no Mundial poderia elevar patamar de mercado e atrair novos investidores, algo relevante num campeonato brasileiro cada vez mais competitivo.
Ainda há chance: pré-lista mantém Juba no radar
A porta, contudo, não está totalmente fechada. Luciano Juba permanece na pré-lista enviada pela Confederação Brasileira de Futebol à FIFA, documento que serve como reserva técnica caso ocorram lesões durante a preparação. Até a entrega final da documentação, qualquer corte por problemas médicos pode abrir espaço para o baiano.
O regulamento da Copa permite substituições até 24 horas antes da estreia. Portanto, Juba mantém rotina de treinos intensos no CT Evaristo de Macedo à espera de eventual telefonema. No clube, a comissão técnica ajusta calendário para conciliar o Brasileirão com a possibilidade de liberação de última hora.
Internamente, o atleta adota discurso de foco. Fontes próximas relatam que ele recebeu a notícia com serenidade e entende o momento como motivação adicional. Em novembro de 2025, ele já havia sido chamado para amistosos contra Senegal e Tunísia, mas não saiu do banco. A experiência, ainda que breve, o aproximou do ambiente da Seleção.
Caso a vaga não venha, o lateral seguirá à disposição do Bahia para a sequência da temporada. O clube disputa posições importantes na tabela e conta com Juba como liderança técnica dentro de campo.
Análise: critério de experiência sobre forma
O episódio evidencia a linha adotada por Carlo Ancelotti: a preferência por jogadores consolidados fora do país, mesmo que nomes do futebol doméstico vivam melhor momento. A postura não é nova na Seleção, mas ganha peso diante da pressão por resultados imediatos no Mundial.
Para atletas que atuam no Brasil, o caso de Luciano Juba serve de alerta. Excelente fase e estatísticas consistentes podem não ser suficientes sem bagagem internacional. Já para o Bahia, a situação é um termômetro do quão difícil ainda é transformar bom desempenho nacional em vitrine global.
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