Brasil x Escócia, Copa do Mundo — A poucos dias do confronto em Miami que pode definir o líder do Grupo C, o lateral Andrew Robertson admitiu publicamente que a presença de Neymar muda o patamar da partida e exige atenção redobrada da seleção escocesa.
- Em resumo: Robertson classificou Neymar como “jogador incrível” e disse que qualquer equipe se preocupa quando ele está em campo.
- Camisa 10 volta de lesão na panturrilha e será titular, segundo confirmação de Carlo Ancelotti.
Escócia admite temor pelo camisa 10
Capitão da Escócia e referência defensiva do Liverpool, Robertson foi direto ao avaliar o desafio de marcar Neymar. Em conversa com a Romário TV, o lateral relembrou duelos anteriores na Europa e sublinhou que o brasileiro “faz a torcida levantar das cadeiras” — elogio que, na prática, expõe o nível de preocupação da equipe britânica antes da decisão. De acordo com o regulamento da Fifa, apenas o primeiro colocado do grupo garante caminho teoricamente mais fácil no mata-mata, o que aumenta o peso do jogo.
Para o técnico Steve Clarke, ouvir de seu capitão que o rival é “muito difícil de enfrentar” serve de alerta sobre ajustes táticos necessários, sobretudo nas coberturas pelo lado esquerdo.
“Acho que enquanto Neymar estiver em campo, qualquer time vai se sentir preocupado. Ele é um jogador incrível. Já joguei contra ele quando estava no Paris Saint-Germain, e ele é um jogador muito difícil de enfrentar e empolgante de assistir”.
O depoimento, completo e incisivo, quebra o discurso tradicionalmente cauteloso dos escoceses e confirma que a estratégia de marcação terá Neymar como foco central.
Brasil confia no retorno do craque
Do lado brasileiro, a narrativa é oposta: a confiança no camisa 10 cresceu depois do aval médico e da confirmação pública feita por Ancelotti. Recuperado de uma lesão grau II na panturrilha que o deixou fora de ação por um mês, Neymar voltou a treinar sem restrições e, internamente, é visto como diferencial técnico e psicológico para os companheiros.
“A reação de todo o seu país quando ele foi convocado para a seleção mostrou o quão importante esse jogador é, e o quanto ele ainda é um grande jogador para o Brasil até hoje”.
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A observação de Robertson ecoa dentro da concentração brasileira: a empolgação da torcida, que recepcionou o atacante com festa em Miami, reforça a expectativa por uma atuação decisiva que garanta a liderança do grupo e alivie a pressão sobre jovens atletas que estreiam em Copas.
Além do poder de desequilíbrio no um contra um, membros da comissão técnica destacam que Neymar pode atrair marcação dupla, abrindo espaços para Vini Jr. e Rodrygo explorarem transições rápidas — ponto já trabalhado em sessões fechadas no centro de treinamento da seleção.
Para a Escócia, conter o craque exigirá jogo físico intenso e leitura coletiva: laterais fechando linhas de passe, meio-campistas recuando para o encaixe e cobertura constante de zagueiros. A missão é evitar que Neymar receba de costas para o gol dentro da zona de criação, onde costuma acelerar dribles e tabelas curtas.
O que você acha? Neymar será o diferencial que colocará o Brasil no topo do Grupo C? Para acompanhar todos os desdobramentos da Seleção, acesse nossa cobertura completa.


