Eliminação do Brasil por Haaland expõe crise na Seleção

Seleção Brasileira — A caminhada verde-amarela na Copa do Mundo foi interrompida em Nova Jersey, quando a equipe dirigida por Carlo Ancelotti perdeu por 2 a 1 para a Noruega e se despediu nas oitavas de final, ampliando a frustração do torcedor com o tão desejado hexacampeonato.

  • Em resumo: Haaland marcou duas vezes e confirmou a sexta eliminação seguida do Brasil para europeus em Copas.
  • Nem as entradas de Endrick e Neymar na etapa final evitaram a pior campanha brasileira desde 1990.

Pênalti perdido e chances desperdiçadas selam o destino

O primeiro tempo apresentou equilíbrio: enquanto a Noruega manteve a posse, o Brasil produziu as jogadas mais perigosas. A melhor oportunidade surgiu quando Rayan recuperou a bola no ataque e sofreu falta dentro da área em jogada que Bruno Guimarães concluiu na marca do pênalti. O meio-campista, contudo, parou em grande defesa de Nyland, desperdiçando a chance de abrir o marcador.

Vinícius Júnior insistiu pelo lado esquerdo, exigindo intervenções decisivas do goleiro adversário, mas a falta de eficiência minou a confiança brasileira. Do outro lado, Ødegaard administrava o ritmo escandinavo, ainda sem transformar a superioridade na posse em finalizações perigosas, segundo os dados oficiais da FIFA.

Haaland decide e Noruega castiga o Brasil

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Na volta do intervalo, Ancelotti apostou na juventude de Endrick para dar profundidade ao ataque. Logo após entrar, o garoto recebeu passe açucarado de Vinícius Júnior, ficou cara a cara com Nyland, mas perdeu o domínio e finalizou para fora, simbolizando a falta de frieza de um time pressionado pelo histórico recente.

Quem não perdoou foi Haaland. Aos 34 minutos, Schjelderup cruzou na medida e o camisa 9 apareceu na frente de Gabriel Magalhães para abrir o placar. Pouco depois, o artilheiro escandinavo soltou um foguete de fora da área e ampliou, deixando Alisson sem reação e aproximando os noruegueses das quartas.

Ancelotti recorreu a Neymar, Danilo Santos e Ederson em busca da reação, mas a Noruega recuou as linhas, congestionou o setor central e impôs ao Brasil o desconforto de ter de propor o jogo em espaço reduzido. O gol de honra só veio nos acréscimos: Casemiro foi derrubado na área, Neymar converteu, igualou Pelé com gols em quatro edições de Mundial e chegou a nove tentos no torneio, porém já era tarde para alterar o desfecho.

Análise: legado sob questionamento

A eliminação expôs deficiências que acompanharam a Seleção durante todo o ciclo. A falta de padrão ofensivo, as falhas defensivas em momentos decisivos e a dificuldade para reagir após sofrer gols voltaram a aparecer, mesmo com a experiência de um técnico multicampeão como Ancelotti.

Com a pior campanha desde 1990, o Brasil encara um futuro repleto de incertezas. A Confederação Brasileira de Futebol terá de revisitar o projeto, decidir se mantém o treinador italiano e acelerar a renovação de um elenco que, embora talentoso, não consegue romper a barreira europeia em Copas há duas décadas. O ciclo rumo ao Mundial de 2030 começa sob forte cobrança da torcida e da imprensa especializada.

Fica a pergunta para o torcedor: a Seleção deve seguir apostando em Ancelotti ou iniciar uma reconstrução imediata? Para acompanhar mais análises da Copa, acesse nossa cobertura completa.


Paulo dos Santos acompanha futebol desde criança, hábito que começou assistindo aos jogos com a família e se manteve ao longo dos anos. Com o tempo, passou a escrever sobre partidas, analisando escalações, desempenho dos times e os principais momentos de cada rodada. Na Tribuna Futebol, produz conteúdos sobre jogos nacionais e internacionais, sempre buscando explicar o que aconteceu em campo de forma simples e objetiva para o leitor.