São Paulo — A eliminação para o Juventude na Copa do Brasil custou o cargo de Roger Machado e escancarou um ambiente político e esportivo à beira do colapso no Morumbi.
- Em resumo: Técnico cai após 17 jogos, apesar de G-4 no Brasileirão e liderança na Sul-Americana.
Pressão explode depois do 3 a 1 em Caxias do Sul
O revés no Alfredo Jaconi foi a gota d’água. Mesmo com sete vitórias, quatro empates e seis derrotas, o treinador não resistiu ao peso de sair precocemente do torneio mais democrático do país, regido pelo regulamento oficial da Copa do Brasil.
A decisão foi tomada ainda no vestiário, revelando a urgência por resultados em um clube que já parte para o terceiro comandante em menos de uma temporada.
“O futebol é muito dinâmico e gera repercussões a cada momento. Esse é um resultado que todos nós não cogitávamos no sentido da grandeza do São Paulo. Conversando com o Roger (Machado), entendemos que persistir nesse processo que a pressão externa vai ser maior, entendemos que era o momento de trocar, com o apoio e a compreensão do presidente”.
Sete vitórias não bastaram para segurar o cargo
Contratado para suceder Hernán Crespo, Roger chegou cercado de desconfiança. Ele tentou reformular o time com pontas abertos e jogo mais vertical, mas a defesa manteve a vulnerabilidade e o ataque alternou bons e maus momentos.
Internamente, dirigentes avaliavam que a atmosfera de vaias no Morumbi e a contestação pública ao discurso “excessivamente técnico” do treinador criavam um ciclo difícil de reverter.
Diretoria corre contra o relógio
Sem Roger, a comissão permanente assume de forma interina visando o duelo de sábado contra o Fluminense, pela 16ª rodada do Brasileirão. A missão agora é encontrar rapidamente um nome capaz de estancar a sangria e manter o Tricolor competitivo nas frentes restantes da temporada.
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