Santos — Após perder por 3 a 2 para o Grêmio na Arena, pela 17ª rodada do Brasileirão, o goleiro Gabriel Brazão abriu o jogo sobre o desgaste físico que ameaça a recuperação do elenco alvinegro.
- Em resumo: Brazão culpa a maratona de jogos pelo acúmulo de lesões no Santos.
- Equipe entrou no Z4 e precisa reagir antes da pausa para a Copa.
Calendário sufoca elenco santista
O camisa 77 não escondeu a frustração com a sequência considerada “desumana” de partidas a cada dois ou três dias. O discurso ecoa reclamações de outros clubes e reforça o debate sobre a distribuição das datas pela Confederação Brasileira de Futebol.
Para o goleiro, o problema vai além da Vila Belmiro. Ele sustenta que o calendário nacional tem encurtado o tempo de recuperação entre um jogo e outro, fenômeno que se reflete no número crescente de atletas no departamento médico.
“Olha, acho que é um calendário muito curto, que está encavalando muitos jogos. Não só nosso, também outras equipes estão sofrendo com lesões. E eu acho que nós temos grandes profissionais da preparação física”.
A fala evidencia que o setor de preparação física não está sob questionamento interno; a crítica recai sobre a organização das competições, que, segundo Brazão, cria um cenário de risco físico generalizado.
Desfalques travam reação imediata
Além da carga de jogos, o Santos acumula baixas importantes. A lista de ausências, somada ao desgaste, limitou as opções do técnico e deixou a equipe mais exposta diante do Grêmio. Agora, o Peixe encara o Deportivo Cuenca pela Sul-Americana e, em seguida, o Vitória no Brasileirão — dois confrontos que podem definir o ânimo antes da pausa.
“Acho que é mais esses jogos que estamos jogando a cada dois ou três dias que está complicando um pouco na recuperação, ainda mais com os desfalques”.
O recado é direto: sem tempo para treinar nem elenco completo, a margem de erro desaparece. Internamente, a leitura é de que cada rodada passa a assumir caráter decisivo enquanto o time permanecer entre os últimos colocados.
Análise: calendário versus desempenho
A queixa de Brazão recoloca na mesa um velho dilema do futebol brasileiro: até que ponto o acúmulo de partidas impede a evolução tática e física das equipes? Os argumentos do goleiro ganham peso num momento em que o Santos luta contra o rebaixamento, mas também servem de escudo parcial para deficiências técnicas percebidas em campo. Em outras palavras, a maratona é real, porém não explica integralmente os erros de posicionamento e a queda de rendimento coletivo.
O que você acha? O calendário realmente justifica a queda de desempenho do Santos ou há problemas mais profundos? Para acompanhar mais análises e notícias do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

