Nottingham Forest — Em anúncio inesperado, o técnico Vítor Pereira confirmou que não seguirá no clube inglês, rompendo um ciclo marcado pela fuga do rebaixamento na Premier League e por uma improvável semifinal de Liga Europa.
- Em resumo: diretoria acionou cláusula e dispensou o treinador antes do fim do contrato.
- Decisão surpreende após sequência de resultados positivos na temporada.
Contrato encerrado antes do prazo
Contratado em fevereiro para um vínculo de 18 meses, o ex-Corinthians descobriu que havia no documento uma brecha que permitiria ao Forest rescindir unilateralmente antes do fim de junho. A direção optou por exercer o direito mesmo após o objetivo principal, a permanência na elite inglesa, ser cumprido. Conforme regulamentos da Premier League, o clube fecha a temporada fora da zona de descenso, resultado visto como positivo dentro do City Ground.
Além da campanha doméstica, Pereira ainda guiou a equipe até a semifinal da Liga Europa, torneio em que o Forest não chegava tão longe desde a era de Brian Clough. O técnico português, portanto, esperava continuidade e já planejava reforços para o próximo ano — expectativa que caiu por terra com a decisão de sua saída.
“Hoje chega ao fim minha trajetória como técnico do Nottingham Forest. Quero agradecer a todos os envolvidos com este clube incrível. Embora a decisão tenha sido uma completa surpresa e sem aviso prévio, respeito totalmente o direito do clube de tomar as decisões que julgar melhores para o seu futuro”.
A fala, reproduzida nas redes oficiais do treinador, evidencia o tom de cordialidade adotado pelo português, ainda que o sentimento de surpresa seja explícito. Torcedores repercutiram a notícia em fóruns ingleses, divididos entre gratidão pelos resultados e receio de uma ruptura brusca na preparação da pré-temporada.
Forest mira Oliver Glasner para a sucessão
Segundo a imprensa britânica, o favorito a assumir o banco é o austríaco Oliver Glasner, destaque após conduzir o Crystal Palace ao título da Liga Conferência. A possível troca indicaria um reposicionamento tático: enquanto Pereira adota variação entre 4-3-3 e 4-2-3-1, Glasner ficou marcado por linhas de pressão alta e transições velozes, características que agradam ao proprietário do clube, Evangelos Marinakis.
A escolha de um treinador com currículo europeu consistente reforça a intenção do Forest de não apenas se manter na primeira divisão, mas também brigar por vagas continentais. Uma eventual contratação de Glasner pode influenciar diretamente o mercado de jogadores, trazendo nomes adaptados ao estilo de jogo do austríaco.
Análise: estratégia e timing da diretoria
A saída repentina de Vítor Pereira, poucas semanas após evitar o descenso, indica que o Forest avalia o trabalho recente como apenas um passo na reestruturação. A cúpula parece priorizar um projeto de médio prazo focado em identidade tática mais agressiva, algo que Glasner oferece após conquistas continentais.
O timing, porém, expõe o clube a riscos: pré-temporada curta, elenco ainda em avaliação e mercado europeu aquecido. A diretoria aposta no efeito “choque de gestão”, mas precisará de agilidade para converter a ruptura em vantagem competitiva.
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