Santos — Ainda digerindo a classificação para os playoffs da Copa Sul-Americana, o técnico Cuca recorreu ao roteiro do Atlético-MG para provar que o segundo lugar na fase de grupos pode, sim, ser o prelúdio de uma campanha de alto impacto.
- Em resumo: Cuca lembrou que o Galo saiu do mesmo cenário e chegou à decisão na edição passada.
- Treinador garante foco no elenco atual, mesmo com cobrança por reforços.
Comparação com o Galo reacende confiança interna
Ao ser questionado sobre eventuais contratações, Cuca preferiu reforçar a confiança no plantel jovem que hoje sustenta o Santos em três frentes — Brasileiro, Copa do Brasil e Sul-Americana. Para sustentar o discurso, ele citou o Atlético-MG, vice-campeão continental no ano passado depois de também avançar em segundo na chave, algo previsto pelo regulamento oficial da Conmebol.
Segundo o treinador, a lembrança serve de espelho para manter vibração alta antes do mata-mata, cujos jogos contarão com transmissão do serviço Max, conforme calendário da competição.
“Eu não tenho trabalhado nada, porque estou trabalhando com esses meninos aqui para tirar o máximo deles para podermos reagir no Campeonato Brasileiro e passar na Sul-Americana e na Copa do Brasil. Não passamos em primeiro, mas passamos”.
A fala reforça o compromisso imediato: elevar rendimento interno antes de buscar peças no mercado. Ele reconhece as lacunas do elenco, mas entende que o momento exige coesão e desempenho dos atletas disponíveis.
Repescagem vista como oportunidade e não castigo
No Grupo D, o Santos fechou com sete pontos, empatado com o San Lorenzo, mas levou vantagem no saldo de gols. O caminho agora inclui ida fora de casa e volta na Vila Belmiro, cenário que Cuca avalia como fator decisivo para avançar.
“Estava fazendo conta e tínhamos uma chance grande de pegarmos um Boca, Cruzeiro, mas a maior chance é de pegar o Lanús. Temos que estar preparados. O primeiro jogo é fora, o segundo é em casa. No Atlético, nós acabamos ficando em segundo e foi à final da competição”.
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Ao citar possíveis rivais, o comandante expõe o mapa mental já traçado para o confronto: controlar o jogo longe de casa e usar o apoio da torcida para definir a vaga na Baixada.
Análise: o peso da experiência em mata-matas
A estratégia de relembrar o feito atleticano vai além do incentivo retórico. Na prática, ela traz para o vestiário um precedente positivo de quem sabe lidar com eliminatórias sucessivas. Para um elenco recheado de jovens, esse exemplo histórico pode reduzir a pressão externa e transformar a repescagem em alavanca competitiva, não em obstáculo.
Além disso, a comparação cria narrativa pública favorável ao trabalho de Cuca, afastando críticas imediatas pela segunda colocação e direcionando o debate para o potencial de crescimento no “momento decisivo” — ponto de atenção para quem persegue regularidade no restante da temporada.
O que você acha? O paralelo com o Atlético-MG realmente torna o Santos candidato ao título ou a equipe ainda carece de experiência? Para acompanhar mais análises da Copa Sul-Americana, acesse nossa cobertura completa.

