Cruzeiro — A vaga celeste nas oitavas da Copa do Brasil saiu, mas não sem testar os nervos da torcida na Arena Mineirão, onde o time superou o Goiás por 1 a 0 nesta terça-feira, 13.
- Em resumo: gol de pênalti de Kaio Jorge garantiu a classificação, mas a queda de intensidade no fim quase custou caro.
Eficiência baixa e tensão no Mineirão
O Cruzeiro controlou ações, empilhou chances e abriu o placar aos 31 min do primeiro tempo. Depois, reduziu o ritmo, viu o adversário crescer e terminou a noite acuado — cenário que obrigou o técnico Artur Jorge a defender a atuação e já projetar ajustes. Segundo o regulamento da CBF, gol fora de casa não pesa, então qualquer empate levaria a decisão para os pênaltis, aumentando a pressão nos instantes finais.
Mesmo dominando a posse, a equipe celeste converteu apenas uma das finalizações, dando sobrevida ao Goiás e agitando o clima nas arquibancadas.
“Fomos nós que nos assustamos por não termos feito mais dois ou três gols. Acho que essa seria a solução mais prática e, também, a mais merecida.”
Mudanças ousadas e gestão de elenco
As substituições realizadas por Artur Jorge — saída de Gerson, Matheus Pereira e do próprio Kaio Jorge — suscitaram debates. O treinador justificou dizendo que os três estavam exaustos após sequência intensa de jogos e que era preciso pensar no calendário imediato, que inclui duelo com o Palmeiras pelo Brasileirão e viagem à Argentina para enfrentar o Boca Juniors na Libertadores.
Com as peças mais criativas fora de campo, o Cruzeiro perdeu retenção ofensiva e cedeu terreno ao Goiás. Ainda assim, o banco cumpriu a “missão defensiva” pedida pelo comandante, que ressaltou a necessidade de rodar o elenco para atravessar maio vivo em todas as frentes.
O que você acha? O desgaste justifica o sufoco ou o time poderia ter matado o jogo antes? Para acompanhar mais, acesse nossa cobertura completa.

