Cruzeiro — Em meio à viagem a Buenos Aires para enfrentar o Boca Juniors, a cúpula celeste abriu conversas formais nesta segunda-feira (18) para estender o contrato do zagueiro Lucas Villalba, que termina no fim desta temporada.
- Em resumo: diretoria se reuniu com o agente do defensor na capital argentina.
- Sondagens de clubes locais esquentam o mercado, mas o atleta prioriza seguir na Raposa.
Reunião às vésperas da Bombonera
No hotel onde a delegação se concentra, o diretor esportivo Joaquim Pinto e o diretor de futebol Bruno Spindel conduziram o encontro com o representante do jogador. A proximidade da partida desta terça-feira (19), às 21h30, na La Bombonera, acelerou a agenda para não deixar o assunto pairar durante a campanha na Copa Libertadores.
Segundo fontes ligadas ao staff, a conversa foi considerada “produtiva”, embora ainda sem definição sobre tempo de contrato ou reajuste salarial. Internamente, a percepção é de que a negociação precisa avançar antes de julho, quando o defensor já poderia assinar um pré-contrato com qualquer equipe.
Assédio argentino aumenta pressão
Nas últimas semanas, o estafe de Villalba recebeu consultas de clubes da liga argentina. Nenhuma evoluiu para proposta oficial, mas o simples interesse externo serve de alerta em Belo Horizonte. O planejamento de carreira do atleta, porém, mantém o Cruzeiro como primeira opção — cenário reforçado ao fim da reunião.
A diretoria interpreta o momento como estratégico: segurar um jogador com 100 partidas pelo clube, mesmo atualmente reserva, garante experiência de elenco e evita perda de ativo sem compensação financeira.
Análise: gestão de elenco em ano de transição
Apesar de ter perdido a vaga titular após lesão no tornozelo, Villalba compôs a zaga principal em 2025, somando 45 jogos e dois gols. A mudança para o banco em 2026 reflete a ascensão de Jonathan Jesus, mas não diminui a relevância do argentino como alternativa imediata — especialmente em calendário pesado de Libertadores e Brasileirão.
Para a diretoria, a renovação também passa mensagem de estabilidade em meio ao projeto comandado por Artur Jorge: quem rende, mesmo fora do onze inicial, tem respaldo. Ao mesmo tempo, evita reposição emergencial no mercado, quase sempre mais onerosa.
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