Santos — A turbulência financeira que assola a Vila Belmiro ganhou novo capítulo: o meio-atacante Benjamin Rollheiser pode deixar o clube porque seu empresário alega não ter recebido a comissão prevista na transferência do atleta.
- Em resumo: representante de Rollheiser ameaça levar o caso à Justiça por comissões em aberto.
- Atrasos salariais e de direitos de imagem agravam o risco de saída do jogador.
Empresário cobra comissão milionária
De acordo com o repórter Felipe Santos, o estafe de Benjamin Rollheiser não recebeu sequer a primeira parcela da comissão combinada quando o argentino trocou o Benfica pelo Peixe. O valor, previsto em contrato, teria sido pactuado em euros e deveria ter chegado aos cofres do agente logo após a inscrição do atleta.
Sem sinal de pagamento, o representante já sondou advogados especializados no futebol e prepara uma ação para reaver o montante. A postura segue o que determina a documentação oficial da CBF, que garante ao intermediário a remuneração acordada na negociação.
Nas conversas de bastidores, a estratégia jurídica caminha paralelamente à busca por um novo destino para o meia-atacante. Clubes da América do Sul e do mercado lusitano foram avisados da possibilidade de negócio, caso o impasse com o Santos não seja resolvido rapidamente.
Atrasos salariais elevam pressão interna
A diretoria admite o débito, mas projeta regularizar parte da folha com receitas de patrocínio que devem entrar nas próximas semanas. Entre os jogadores, contudo, cresce o receio de que a solução demore. A desconfiança afeta diretamente o rendimento em campo e pesa sobre o trabalho do treinador, que lida com um vestiário cada vez mais impaciente.
Análise: impacto no projeto esportivo
O caso expõe fragilidade estrutural no Santos. Ao investir cerca de €11 milhões (R$ 65 mi à época) por 85% dos direitos de Rollheiser, a gestão sinalizou intenção de reconstruir o time com peças de impacto. No entanto, o atraso em obrigações básicas contradiz esse plano e levanta dúvidas sobre a capacidade de sustentar contratações de grande porte.
Se o meia-atacante deixar a Baixada, o clube perderá não só um ativo caro, mas também capital esportivo planejado até 2028. A saída forçada pode desencadear efeito dominó: outros atletas, observando o precedentente, podem pressionar por liberações ou renegociações em caso de novo atraso.
O que você acha? A crise financeira justifica uma reformulação imediata no Santos ou a diretoria ainda tem margem para recuperar a confiança do elenco? Para acompanhar mais notícias do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


