Grêmio — Em meio a uma dívida que já se aproxima de R$ 1 bilhão, o clube atrasou por dois meses os salários e direitos de imagem dos jogadores, tornando a crise financeira o tema dominante na Arena.
- Em resumo: Elenco aguarda pagamento de remunerações vencidas há dois meses.
- Viagem do diretor de marketing à Copa do Mundo amplia cobrança da torcida.
Débito salarial pressiona elenco e diretoria
Fontes internas revelaram que o atraso envolve tanto salários quanto direitos de imagem, afetando a rotina de um grupo que volta a campo em cenários decisivos nos próximos dias. A pressão cresce porque, segundo levantamento de documentos da CBF, clubes que não mantêm as folhas em dia correm risco de punições esportivas em competições nacionais.
Para agravar o cenário, o Tricolor foi derrotado em amistoso pela Chapecoense e encontra dificuldades para atrair reforços, já que eventuais chegadas exigem garantias financeiras que hoje não existem.
“Ainda assim, o Tricolor mandou o diretor de marketing João Gomide para a Copa do Mundo. Detalhe: o Grêmio não tem patrocínio máster desde a virada do ano”.
A declaração do jornalista Jorge Nicola catalisou a revolta de parte da torcida, que vê incoerência entre o corte de gastos internos e a presença de um dirigente em um dos eventos mais caros do calendário esportivo.
Diretor na Copa do Mundo vira alvo de críticas
Nas redes sociais, o torcedor associa o custo da viagem ao descompromisso com o pagamento do elenco. A justificativa oficial, porém, tenta arrefecer o desgaste ao afirmar que não houve desembolso dos cofres gremistas.
“João Gomide foi para os Estados Unidos com recursos próprios, em viagem já programada antes mesmo de sua contratação pelo Grêmio”.
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O posicionamento tenta blindar a diretoria, mas não estanca o questionamento sobre a ausência de um patrocinador máster e a incapacidade de gerar novas receitas enquanto a dívida trabalhista se acumula.
Análise: impacto financeiro e imagem institucional
A coexistência de um passivo bilionário com salários atrasados cria ambiente de instabilidade que vai além do campo. Jogadores inseguros tendem a reduzir rendimento, e possíveis ações judiciais podem elevar ainda mais a dívida. Ao mesmo tempo, a falta de patrocínio máster indica que o clube enfrenta dificuldades para vender sua marca em um mercado cada vez mais competitivo.
O episódio da viagem, ainda que bancada de forma particular, reforça a percepção pública de que a direção não está 100% focada na solução da crise. Em ano de calendário apertado, cada detalhe de gestão financeira influencia diretamente a performance desportiva e a reputação institucional.
O que você acha? A diretoria conseguirá equilibrar as finanças sem comprometer o desempenho em campo? Para acompanhar outros desdobramentos do Tricolor, visite nossa seção de Brasileirão.


