Mikael — O CRB barrou a primeira investida do São Paulo pelo artilheiro da Série B e já avisou: só negocia em definitivo, por valor fixo de 2 milhões de euros.
- Em resumo: Presidente do CRB classificou a proposta tricolor como “indecente”.
- Clube alagoano aponta o trabalho de recondicionamento físico para justificar a alta pedida.
Oferta tricolor é rotulada como “indecente”
O São Paulo tentou repetir a fórmula de empréstimo com opção de compra automática por metas, mas esbarrou na resistência alagoana. Segundo Mário Marroquim, a ideia de levar o goleador sem custos iniciais ignora o momento do atleta, que lidera a artilharia da Série B com 10 gols. Em entrevista, o dirigente defendeu a valorização alcançada em Maceió, onde Mikael reencontrou o bom rendimento após fase difícil. Detalhes adicionais sobre a competição podem ser conferidos no site oficial da Confederação Brasileira de Futebol.
A negativa, portanto, deixa claro que o CRB não pretende correr risco esportivo sem imediata compensação financeira.
“Houve uma proposta, mas posso dizer que foi uma proposta indecente. O São Paulo quer levar o atleta por empréstimo, de graça, para fechar negócio no fim do ano, após o jogador atingir metas. O Mikael não precisa mais provar para ninguém a qualidade que tem.”
A fala expõe a irritação da cúpula alagoana, que considera injusto perder o principal goleador do torneio num acordo condicionado a metas futuras.
CRB estipula preço mínimo e mantém porta aberta
Apesar da recusa, o presidente admitiu disposição para negociar se o Tricolor igualar a pedida: 2 milhões de euros, ou cerca de R$ 12 milhões. Segundo Marroquim, o valor espelha propostas já recusadas de clubes estrangeiros e reflete o investimento do CRB em recondicionar o atacante, cuja trajetória foi revitalizada desde a chegada ao Nordeste.
“O atleta só sai por 2 milhões de euros. Já recebemos proposta do exterior de 1,2 milhão de euros e recusamos porque entendemos que ele vale mais.”
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Com isso, a diretoria traça limite financeiro claro e transfere ao mercado a responsabilidade de concordar ou não com a valorização obtida pelo centroavante.
Análise: pressão por reforços no Morumbi
A postura firme do CRB evidencia a escassez de peças de área disponíveis a preços acessíveis no mercado interno. Para o São Paulo, que já fechou com Victor Sá e monitora a renovação de Calleri, a demora em encontrar um substituto imediato amplia a dependência do argentino e pode influenciar o planejamento para o segundo turno. Sem margem orçamentária robusta, cada negativa pressiona o clube paulista a escolher entre desembolsar cifras mais altas ou buscar oportunidades no exterior.
Para o CRB, por outro lado, manter Mikael na briga pelo acesso gera retorno esportivo e, potencialmente, financeiro, caso o time suba de divisão — cenário que valorizaria ainda mais o atleta. A decisão, portanto, carrega peso estratégico para ambos os lados.
O que você acha? A postura do CRB é justa ou o São Paulo deveria insistir na negociação? Para acompanhar todas as movimentações do mercado nacional, acesse nossa cobertura completa.


