Fórmula 1 — A categoria se vê diante de um desafio inédito para 2026 após confirmar a retirada dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, encurtando o campeonato para 22 etapas e criando um vácuo bilionário na receita dos organizadores.
- Em resumo: Liberty Media já discute soluções, mas guerra no Oriente Médio trava qualquer decisão imediata.
Calendário encolhe, cofres sentem
Bahrein e Arábia estão entre os circuitos que mais pagam para receber o circo da F1. Sem as duas provas, a equação financeira da temporada perde duas das taxas de promoção mais altas do calendário, alerta o portal especializado em esporte a motor.
O corte também impacta logisticamente as equipes, que planejam suas viagens com anos de antecedência. Qualquer remendo de última hora exige renegociar fretes, hospedagem e até contratos de patrocínio atrelados às datas originais.
“A única coisa que posso dizer é que temos planos, esperamos não precisar aplicá-los, porque realmente esperamos que a situação para o mundo, não apenas para as corridas, volte ao normal”, disse Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, em teleconferência com investidores.
Planos de contingência permanecem sob sigilo
Nos bastidores, circulam três alternativas: recolocar a Arábia Saudita no calendário, reposicionar o GP do Bahrein para outubro ou até repetir Las Vegas, explorando o sucesso comercial recém-alcançado na Strip. Nenhuma delas, porém, saiu do papel.
A principal barreira segue sendo o conflito no Oriente Médio. Se o cenário geopolítico não se estabilizar, a F1 tende a manter o campeonato reduzido, algo que não acontece desde 2020. A Liberty Media, detentora dos direitos, sinalizou a investidores que tem um “plano B”, mas evita revelar detalhes para não inflar expectativas nem pressionar promotores.
O que você acha? A F1 deve apostar em uma segunda corrida em Las Vegas ou aguardar a normalização no Oriente Médio? Para acompanhar mais análises, acesse nossa cobertura completa.

