Corinthians — Depois de ouvir de Yuri Alberto que ele pretende tentar a sorte no futebol europeu, a diretoria alvinegra acionou um “plano B” de peso: trazer Roberto Firmino para a Neo Química Arena na próxima janela.
- Em resumo: Firmino agrada conselheiros, mas custo anual beira R$ 175 mi.
- Al-Sadd só deve liberar o atacante mediante compensação similar aos €7 mi pagos em 2025.
Salário astronômico trava primeiras conversas
O atacante de 34 anos recebe, no Catar, cerca de €30 milhões por ano — algo próximo de R$ 14,5 milhões mensais. Essa cifra está muito acima do teto corintiano e exige que o clube monte uma equação de marketing, patrocínio e performance para chegar a um número viável, modelo similar aos vistos em outras contratações de impacto no país, segundo levantamento da ESPN Brasil.
Além da folha salarial já pressionada, o Corinthians ainda lida com dívidas que restringem o avanço imediato das tratativas, o que torna indispensável a boa vontade do jogador em reduzir drasticamente seus vencimentos.
Contrato no Catar complica rescisão
Firmino tem vínculo com o Al-Sadd até junho de 2027. O clube catari investiu €7 milhões (R$ 40,8 milhões) para tirá-lo do Al-Ahli na temporada passada e não pretende abrir mão de receber valor semelhante para liberá-lo agora. A exigência pode incluir cláusulas de bônus por metas esportivas ou fatia em venda futura, alternativas estudadas pela cúpula alvinegra.
No campo esportivo, o centroavante soma 19 gols e sete assistências em 33 jogos na atual temporada, números que reforçam a convicção da diretoria paulista de que ele chegaria prontamente para ser titular e reduzir o impacto da saída de Yuri Alberto.
Análise: o peso de um “Galáctico” em Itaquera
Os bastidores mostram que a conversa sobre Firmino não se limita ao departamento de futebol; conselheiros enxergam na estrela internacional um motor para receitas de bilheteria, venda de camisas e novos acordos comerciais. Entretanto, qualquer avanço dependerá de uma engenharia rara no mercado brasileiro, capaz de equacionar custos europeus com caixas locais em retração. O caso expõe o desafio estrutural que clubes endividados encontram quando almejam nomes de elite.
O que você acha? Vale o risco financeiro para ver Firmino com a camisa 9 do Timão? Para acompanhar mais análises do mercado da bola, acesse nossa cobertura completa.

