Copa do Mundo Feminina de 2027 — A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de Lei Geral que vai reger o torneio no Brasil e, de quebra, garante uma reparação financeira inédita às pioneiras da Seleção Brasileira Feminina.
- Em resumo: ex-jogadoras que abriram caminho para o futebol feminino receberão até R$500 mil cada.
Indenização histórica vira destaque do texto
O ponto que mais chamou atenção no plenário foi o dispositivo que destina R$500 mil a aproximadamente 30 atletas que disputaram o evento experimental da FIFA em 1988 e a edição inaugural da Copa, em 1991. A medida corrige décadas de invisibilidade e passa a mensagem de que a geração fundadora não será esquecida. Segundo documentos da FIFA, aquelas competições serviram de laboratório para o formato que se consolidou nos anos seguintes.
Além do pagamento individual, o texto abre a possibilidade de herdeiros legais receberem o valor caso alguma beneficiária já tenha falecido, reforçando o caráter de reparação familiar.
“O projeto prevê pagamento de R$ 500 mil para atletas que disputaram o torneio experimental organizado pela FIFA, em 1988, na China, e também para jogadoras que estiveram na primeira edição oficial da Copa do Mundo Feminina, realizada em 1991.”
Regras comerciais e de mídia também ganham corpo
A lei não se limita ao reconhecimento das atletas. Ela define a relação institucional entre governo federal e FIFA, garantindo segurança jurídica para direitos de marca, uso de imagens oficiais e responsabilidades operacionais durante o Mundial.
Outro ponto sensível é o acesso às imagens das partidas. Canais sem direitos poderão exibir trechos de até 30 segundos — ou 3% do jogo — exclusivamente para fins jornalísticos, com liberação das jogadas-chave em até seis horas após o apito final. A proposta ainda autoriza venda e publicidade de bebidas alcoólicas nos estádios, desde que respeitadas normas locais.
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