Ivan Román — A recente convocação do zagueiro de 19 anos para amistosos da seleção chilena, divulgada nesta sexta-feira, adiciona um componente de pressão e expectativa ao já competitivo sistema defensivo do Atlético-MG.
- Em resumo: Jovem defensor, avaliado em €15 mi, disputará posição ao voltar dos amistosos.
- Convite da seleção ocorre enquanto Lyanco ganha sequência como titular no clube.
Convocação turbina projeção internacional
A lista de La Roja para enfrentar Portugal e República do Congo em junho incluiu o nome de Román, reforçando a estratégia de renovação do Chile depois da ausência na próxima Copa do Mundo. Segundo o calendário oficial da Conmebol, a janela de amistosos será decisiva para testes de novos talentos sul-americanos.
No Atlético-MG, o defensor soma 24 partidas e um gol desde que chegou, em fevereiro de 2025. O número ainda é modesto, mas suficiente para que o CIES Football Observatory o colocasse, em dezembro de 2025, entre os zagueiros sub-20 mais valiosos do planeta, com preço estipulado em €15 milhões (cerca de R$ 87,3 milhões).
“Temos outros grandes jogadores também. Hoje entrou o Lyanco, que me parece um grande jogador. Para você manter as oportunidades, você precisa aproveitá-las. Precisa aproveitar os minutos nos treinamentos e nos minutos que participa em campo. Ele está fazendo bem, mas Lyanco também. Quando eu tenho o Lyanco, não tenho o Román. Essa é a meritocracia… todos os jogadores precisam seguir trabalhando para estar à disposição na próxima partida e nos minutos que vão ter”.
A declaração pública do técnico Eduardo Domínguez contextualiza o cenário de meritocracia no elenco, evidenciando que a ascensão de Román à seleção não garante retorno imediato ao time titular em Belo Horizonte.
Briga por minutos esquenta no Atlético-MG
Nas últimas partidas, contra Mirassol e Cienciano, Domínguez optou por Lyanco desde o início. A sequência do ex-Torino coincide com a ausência de Román e amplia a sensação de “porta giratória” na zaga alvinegra, onde qualquer distração custa posição.
Análise: equilíbrio entre mercado e campo
A convocação de Román cria um paradoxo clássico: quanto mais o jogador se valoriza internacionalmente, maior o risco de perder espaço interno por falta de minutos. Domínguez sinaliza que o critério continuará sendo rendimento imediato, enquanto a diretoria comemora o salto de mercado do ativo de €15 milhões.
Para o torcedor, o duelo velado entre Román e Lyanco é simbólico de um elenco montado para disputar títulos em 2026, mas que ainda busca plena sincronia defensiva. O próximo mês, com o chileno a serviço da seleção, pode redefinir hierarquias no retorno ao Brasileirão.
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