Lucas Paquetá — A atuação discreta do meia na Copa do Mundo virou assunto nacional depois que o ex-jogador Neto, em vídeo nas redes, apontou a falta de finalizações do camisa 8 e exigiu resposta imediata nos mata-matas.
- Em resumo: Neto questiona Paquetá por não finalizar e pede que ele “cale” os críticos.
- Ancelotti mantém o atleta como titular para o duelo eliminatório contra o Japão.
Crítica pública eleva tensão no elenco
O comentário de Neto ganhou tração poucas horas depois de ser publicado pela Rádio Craque Neto, alimentando a discussão sobre o rendimento do meio-campista. Em meio à semana decisiva, a cobrança repercutiu também fora do país, reforçando a pressão sobre o jogador que veste a camisa 10 em muitos treinamentos da Seleção. De acordo com a FIFA, o Brasil segue entre os favoritos, mas episódios como esse acendem o sinal de alerta nos bastidores.
Até aqui, Paquetá foi escalado em todas as partidas da fase de grupos, porém sem participar diretamente de gols. A crítica de que o atleta “não chuta” toca num ponto sensível: a equipe de Carlo Ancelotti finalizou menos que os principais concorrentes ao título e depende de maior criatividade na entrada da área.
“Paquetá, ou você joga bola e cala boca de quem te critica, como eu… Porque não é possível um meia (da seleção) não dar um chute no gol!”
A fala, reproduzida sem cortes, expõe a frustração de parte da torcida com a falta de protagonismo do armador. Ao colocar o jogador no centro do debate, Neto cria clima de urgência que pode afetar a confiança de um elenco já pressionado pelo peso histórico do torneio.
Ancelotti banca titularidade para duelo decisivo
Enquanto a opinião pública se divide, Carlo Ancelotti mantém o discurso de confiança. O técnico italiano preparou apenas ajustes pontuais nos treinos em Houston, priorizando entrosamento e variações táticas que protejam o sistema defensivo sem sacrificar a posse de bola. A informação de bastidor é que Paquetá continua entre os onze iniciais, respaldado pelo comandante e pelo staff.
Brasil e Japão medem forças nos 16-avos de final, confronto que não permite margem para erros. Caso a igualdade persista após o tempo regulamentar, prorrogação e pênaltis estão previstos. Para muitos analistas, será justamente a performance dos meias, com destaque para Paquetá, a chave para desbloquear uma defesa asiática conhecida pela disciplina.
Análise: cobrança versus confiança
O episódio ilustra a dualidade que acompanha a Seleção Brasileira em grandes competições: a paixão da torcida fomenta críticas contundentes, enquanto a comissão técnica prega estabilidade emocional. A reação de Neto é sintomática de um ambiente em que a paciência é curta, mas também pode servir de motivação extra para o atleta recuperar o brilho que o levou à titularidade.
Ancelotti, por sua vez, aposta na coesão interna: manter Paquetá em campo sinaliza que decisões táticas não serão tomadas sob calor de comentários externos. Se o meia corresponder, a narrativa pode virar a favor do grupo; caso contrário, novas mudanças ganharão força conforme o torneio avança.
O que você acha? A crítica de Neto ajuda ou atrapalha a Seleção na reta final? Para acompanhar mais notícias sobre o time canarinho, acesse nossa cobertura completa.


