Chapecoense — O clube catarinense sondou Alex de Souza, atualmente no Athletic, e avalia oficializar a contratação do ex-meia como técnico para reverter a péssima campanha na Série A.
- Em resumo: Diretoria quer Alex para substituir Fábio Matias e mudar o rumo do Brasileirão.
- Treinador soma 15 jogos no Athletic, com seis vitórias, cinco empates e quatro derrotas.
Técnico negocia saída do Athletic
Aos poucos, Alex vai construindo sua carreira à beira do gramado. Depois de passagens por Avaí, Antalyaspor e Operário, o ex-meia com história marcante em Cruzeiro e Palmeiras comanda o Athletic na Série B. A equipe mineira ocupa a décima posição com 14 pontos, campanha considerada sólida para quem subiu de divisão recentemente.
Mesmo assim, a proposta da Chapecoense balançou o treinador. Segundo revelou o jornalista André Hernan, da ESPN, o contato já foi feito e as partes discutem detalhes financeiros e de duração de contrato. A expectativa nos bastidores é de uma definição rápida, já que o clube catarinense vive pressa por resultados.
Lanterna pressiona por resposta imediata
Demissão de técnico invariavelmente gera turbulência, e a Chape sabe disso. A equipe aparece na última colocação da Série A com apenas nove pontos, resultado de uma sequência de jogos sem vitória que culminou na saída de Fábio Matias. A preocupação principal da diretoria é evitar que o distanciamento para fora da zona de rebaixamento aumente nas próximas rodadas.
Trazer um nome reconhecido como Alex é visto internamente como forma de energizar o vestiário e reconectar a torcida. O ex-meia, ídolo de grandes centros, carrega a simbologia de líder técnico, mas ainda busca um trabalho de afirmação na elite do futebol brasileiro. Caso aceite o convite, ele terá missão imediata: reorganizar um elenco pressionado por falhas defensivas e baixa produção ofensiva.
Análise: desafio de alto risco para ambas as partes
Para a Chapecoense, a aposta em um treinador emergente sugere tentativa de combinar carisma com custo controlado, cenário comum em equipes que lutam contra o descenso. O risco maior recai sobre o tempo de adaptação: sem pré-temporada, Alex herdaria um grupo formado por outro profissional e precisaria implementar ideias de jogo em ritmo de competição.
Já para o técnico, deixar o Athletic significa trocar um projeto de médio prazo, com estabilidade na Série B, por um ambiente altamente volátil. A recompensa, no entanto, pode ser expressiva; comandar um time da primeira divisão eleva a visibilidade e, se a reação acontecer, credencia o treinador para voos ainda maiores em 2026.
O que você acha? Alex deve aceitar o convite da Chapecoense ou manter o trabalho no Athletic? Para acompanhar mais notícias do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

