Fórmula 1 — Em meio ao debate sobre os novos carros, Mattia Binotto (Audi) e Fred Vasseur (Ferrari) defenderam com veemência o regulamento de 2026, contrariando o coro de pilotos insatisfeitos.
- Em resumo: Dirigentes dizem que a essência da F1 permanece intacta apesar da pilotagem mais focada em energia.
Chefes de equipe contestam desconforto dos pilotos
As críticas ganharam força nas primeiras provas da temporada por causa da divisão quase igual entre potência elétrica e combustão nos motores V6 híbridos. Alguns competidores alegam que a necessidade constante de recuperar energia muda a forma de atacar durante as corridas. Mesmo assim, Binotto sustenta que o desafio não é inédito e lembra épocas em que o gerenciamento de combustível já era determinante, posição endossada por Vasseur.
O francês também observa que, historicamente, as reclamações são mais altas quando há mudança técnica expressiva, argumento semelhante ao de analistas da ESPN que apontam resistência natural em transições de regulamento.
“Não pilotar com o acelerador totalmente aberto não é um bom motivo”, afirmou Binotto.
Ajustes para 2027 já estão no radar
Para mitigar preocupações sobre segurança e desempenho, a FIA introduziu “refinamentos” no GP de Miami e confirmou, na sexta-feira passada, um acordo para elevar a parcela de combustão nos motores em 2027. A decisão alinha-se à meta de longo prazo do presidente Mohammed Ben Sulayem de, até 2031, recolocar propulsores V8 na categoria.
Binotto relata que os pilotos ligados à Audi “estão muito positivos” e que a disputa por voltas rápidas continua tão intensa quanto antes. Vasseur segue a mesma linha e sugere que o tom das críticas varia conforme a posição de cada piloto no grid, indicando que quem briga na frente tende a reclamar menos.
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