Flamengo — Diante de um Luso-Brasileiro fervendo, o Rubro-Negro fez 2 a 1 no São Paulo, assegurou 3 a 1 no placar agregado e levantou o segundo troféu consecutivo do Brasileirão Feminino Sub-20.
- Em resumo: gols de Anna Luiza e Brendha selaram a vantagem rubro-negra.
- Vitória garante ao Fla presença em todas as últimas três finais da categoria, com dois títulos.
Gol relâmpago muda o rumo da decisão
O São Paulo começou melhor, tentando ocupar o campo de ataque, mas o Flamengo se recompôs depressa. Aos 10 minutos, Brendha criou a primeira grande chance, servindo Yasmin Cardozo para balançar a rede. A arbitragem, porém, anulou o lance com apoio do VAR, esfriando o embalo inicial das cariocas.
Mesmo assim, a equipe da Gávea assumiu o controle da posse de bola e passou a pressionar. A recompensa veio já nos acréscimos da etapa inicial: Anna Luiza arriscou de longe e acertou um chute preciso, inaugurando o marcador e explodindo a torcida no estádio.
O gol confirmou o que o departamento de competições da CBF descreve como a importância crescente das divisões de base femininas, onde o alto nível técnico aparece cada vez mais cedo.
Brendha amplia e Fla administra até o apito final
Na volta do intervalo, o Flamengo manteve a postura ofensiva. Brendha, destaque absoluto do torneio, chegou a marcar duas vezes, mas ambas as jogadas foram invalidadas por posição irregular. Persistente, a atacante sofreu pênalti aos 21 minutos e converteu com categoria, fazendo 2 a 0 e praticamente liquidando a taça.
A partir daí o time administrou. As Soberanas tentaram reagir, mas esbarraram em uma defesa bem postada. Apenas nos acréscimos saiu o gol de honra: Vitorinha chutou colocado e reduziu para 2 a 1. Não foi o bastante para mudar a história — o bi rubro-negro já estava carimbado.
Análise: hegemonia em construção
Chegar a três finais seguidas consolida o Flamengo como potência formadora no futebol feminino nacional. A consistência explica o salto de jogadoras da base para o elenco principal, movimento que outros gigantes trabalham para replicar. Para o São Paulo, a derrota expõe a necessidade de maior profundidade de elenco: o time conseguiu competir, mas careceu de soluções na reta decisiva.
No tabuleiro competitivo, o bicampeonato rubro-negro pressiona rivais a investirem mais em categorias inferiores. É um ciclo virtuoso para o esporte, já que eleva o nível geral do campeonato e amplia a visibilidade das atletas.
O que você acha? O domínio do Flamengo já configura dinastia ou a disputa promete novo capítulo em 2027? Para acompanhar mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

