Internacional — Em plena reformulação de elenco, o Colorado recebeu a proposta do centroavante Cédric Bakambu, veterano de Copa do Mundo e recém-liberto do contrato com o Real Betis, mas a negociação emperra devido a dúvidas internas sobre a adaptação do jogador ao futebol nacional.
- Em resumo: Bakambu, 35, foi oferecido e preenche a lacuna deixada por Rafael Borré.
- A diretoria teme que o atacante encontre dificuldades para se encaixar no ritmo e na cultura do futebol brasileiro.
Oferta inesperada no Beira-Rio
O alerta chegou através do jornalista Lucas Collar: o nome de Bakambu circula nos corredores do Beira-Rio desde o início da janela, quando empresários sondaram o clube para saber do interesse em contar com o artilheiro congolês. Livre no mercado após rescindir com o Real Betis, o atacante se encaixa no perfil de urgência do Inter, que ainda não encontrou reposição ideal para o comando de ataque desde a saída de Rafael Borré.
Apesar da oportunidade de mercado, dirigentes colorados deixaram claro, em conversas preliminares, que a idade avançada e a total ausência de experiência prévia no país tornam o negócio delicado. Esse freio cauteloso contrasta com a pressão da torcida por um nome de peso que mantenha o time competitivo na Série A, listada na página oficial da CBF.
Currículo europeu pesa a favor
Formado no futebol francês, Bakambu fez carreira no Velho Continente com passagens marcantes por Villarreal, Olympique de Marselha, Olympiacos e Galatasaray antes de chegar ao Betis. Na temporada passada, disputou 27 partidas, somou quatro gols e três assistências em pouco mais de mil minutos. O histórico justifica o interesse de clubes que buscam um centroavante de imposição física e liderança, atributos escassos no mercado interno.
A vivência em ligas de alto nível e a participação na última Copa do Mundo pela República Democrática do Congo são credenciais que pesam positivamente. Ainda assim, o Inter avalia que o ritmo técnico e tático do Brasileirão exige um período de transição que a equipe, pressionada por resultados, talvez não possa conceder.
Análise: riscos de adaptação e retorno esportivo
O receio dos dirigentes reside em dois pontos principais. O primeiro é fisiológico: a curva de rendimento de atacantes acima dos 30 anos varia bastante, principalmente quando submetidos a viagens longas e gramados irregulares típicos do calendário brasileiro. O segundo é tático: Bakambu atuou, nos últimos anos, em esquemas que privilegiam transições rápidas e linhas altas de marcação, diferente do cenário doméstico, onde muitos adversários adotam blocos baixos.
Por outro lado, a contratação de um jogador desse porte poderia devolver ao Inter a referência ofensiva perdida após Borré, além de reforçar a imagem de “clube comprador” em um mercado cada vez mais competitivo. A decisão, portanto, passa por equilibrar custo, impacto esportivo imediato e paciência para um eventual período de aclimatação.
Além do congolês, cabe lembrar que Wilfried Zaha, 33, também foi oferecido ao Colorado e a outros clubes brasileiros. O movimento de agentes estrangeiros reforça a percepção de que o campeonato local voltou a ser visto como vitrine relevante para nomes consolidados, ainda que em fase final de carreira.
O que você acha? O Internacional deve apostar em Bakambu mesmo com o risco de adaptação? Para acompanhar mais análises sobre o Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.


